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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Nova cara na equipa marinha da SPEA Açores

 A equipa marinha da SPEA Açores tem novo elemento, chama-se Ana Raposo e é licenciada em Biologia pela Universidade de Coimbra e tem um mestrado em Biologia da Conservação, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Depois de vários voluntariados com a equipa na conservação das aves marinhas dos Açores, a Ana junta-se agora a equipa para um estágio (Estagiar L) no qual pretende continuar a contribuir para a conservação das aves marinhas no âmbito dos vários projetos nos quais a SPEA está inserida mas em particular no LIFE IP Azores Natura. Esta jovem, de sorriso fácil e com uma tranquilidade invejável, amante da conservação, do mar, ilustração científica e do desporto, sediada na Graciosa, está pronta para os desafios e aventuras que as colónias de aves marinhas nos trazem. Bem-vinda Raposo! 

Ana Raposo com cria de painho-de-monteiro Hydrobates monteiroi no ilhéu da Praia, Graciosa


segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Ninhos artificiais já ocupados por painho-da-madeira

Instalados em junho e já com hóspedes! Os primeiros painhos-da-madeira Hydrobates castro já ocupam o novo Hotel no ilhéu da Praia, Graciosa e no ilhéu da Vila, Santa Maria. 


Ninho artificial ocupado com adulto e ovo de painho-da-madeira no ilhéu da Praia. Foto: PNG

Na Graciosa, temos dois ninhos ocupados com ovo e em Santa Maria temos um ninho com cria. Este resultado é fruto do da localização dos ninhos, uma vez que foram colocados nas zonas mais ocupadas dos ilhéus e inclusive da abundância da espécie, sendo estas 2 colónias acessíveis, as maiores da Região, além do ilhéu de Baixo na Graciosa. No entanto, não deixa de ser relevante, pois normalmente a ocupação de ninhos artificiais demora entre 2-3 anos e estes foram apenas instalados em junho, o que vislumbra um futuro esperançoso para que breve os 100 ninhos disponíveis em cada ilhéu possam vir a ser totalmente ocupados, pelas restantes espécies-alvo, painho-de-monteiro Hydrobates monteiroi, alma-negra Bulweria bulwerii e frulho Puffinus lherminieri, contribuindo para aumentar o habitat disponível para estas espécies, diminuir os eventos de predação e inclusive potenciar a monitorização e avaliação do estado das populações destas espécies.

Ninho de painho-da-madeira ocupado com adulto e cria no ilhéu da Vila



Este foi um esforço conjunto de toda a equipa do projeto LIFE IP AZORES NATURA, na qual se enquadra a DRAAC, DRAM, SPEA, PNI da Graciosa e PNI de Santa Maria.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

SPEA marca presença nas praias dos Açores este Verão

A SPEA tem visitado as praias e outras áreas balneares dos Açores para desenvolver várias ações de sensibilização sobre o lixo marinho, o seu impacto nas aves marinhas e a importância de reduzir o lixo que produzimos. Estas ações incluem campanhas de limpezas de praia, ações de sensibilização sobre temas específicos como os Microplásticos ou  em eventos relacionados com atividades marítimas.  

Estas fazem parte do projeto Interreg MAC Oceanlit, um projeto a decorrer a nível macaronésico e com intervenção da SPEA tanto nos Açores como na Madeira. 

Fig 1-Lixo numa das praias limpas durante uma campanha de limpeza de praia. @Ana Mendonça

Nas diversas ações desenvolvidas tanto em São Miguel e no Corvo, já se limparam mais de 200 kg de lixo nas praias envolvendo várias dezenas de participantes e diversas entidades. Sendo notório que os participantes compreendem a dificuldade envolvida em recolher o lixo nas praias e compreendem que é muito mais fácil reduzir em vez de limpar. Os resíduos que encontramos nas praias são uma pequena amostra do que se encontra nos Oceanos e têm impactos a vários níveis no ecossistema marinho mas não só, afectando os humanos, dificultando algumas atividades marítimas e até prejudicando a economia. 
Fig.2 e 3 - Ações desenvolvidas no âmbito do Oceanlit em São Miguel @Ana Mendonça

Um dos grupos de animais mais afectados por este problema são as aves marinhas. Estas aves passam uma grande parte do seu tempo no mar e vêm a terra nidificar, sendo afectadas tanto no mar como na terra pelo lixo marinho. Os Açores têm especial importância para este grupo de aves sendo que são 10 as espécies de aves marinhas que escolhem este arquipélago para nidificar. É o caso por exemplo do cagarro (Calonectris borealis) ou do painho-de-monteiro (Hydrobates monteroi) que é a única ave marinha endémica dos Açores , e foi electa ave do ano 2021 devido às grandes ameaças que enfrenta.

Fig. 4 - Cagarro @Ana Mendonça

A SPEA vai continuar a desenvolver ações de sensibilização nas praias dos Açores, sendo a próxima, 30 de julho, já amanhã na praia do Fogo (Ribeira Quente- Povoação). Fica desde já o convite para participar e disfrutar desta belíssima praia de uma forma sustentável. 

Fig. 5- Praia do Fogo, na Ribeira Quente. @Ana Mendonça


quinta-feira, 15 de julho de 2021

Aves marinhas tem 300 novos ninhos artificiais nos Açores

Durante o mês de junho e julho a equipa do Projeto LIFE IP AZORES NATURA (SPEA, DRAAC, DRAM, Parques Naturais de ilha e voluntários) instalaram 300 ninhos artificiais para aves marinhas, nomeadamente, para frulho Puffinus lherminieri, alma-negra Bulweria bulwerii e painhos, Hydrobates castro e Hydrobates monteiroi na Graciosa (ilhéu da Praia e ilhéu de Baixo) e em Santa Maria (Ilhéu da Vila).


Ninho artificial alma-negra e frulho no ilhéu de Baixo

Voluntária a numerar os ninhos artificiais no ilhéu de Baixo

Equipa do projeto e voluntários no ilhéu da Praia. Foto: Verónica Neves


Ninhos artificiais no ilhéu da Vila. Foto: Rita Câmara

A instalação destes ninhos permite assim, aumentar o habitat disponível para estas espécies menos conhecidas e mais vulneráveis, da família dos cagarros Calonectris borealis, facilitar a monitorização pois permite um acesso mais fácil às espécies e com menor impacto, diminuir a competição interespecífica e diminuir o acesso a predadores. Os ninhos irão ainda ser alvo de melhoramentos e para atrair as espécies potenciando a ocupação dos ninhos, serão colocados excrementos, penas e sacos com odor e um sistema de atração de som, esperando-se que durante os próximos anos haja casais reprodutores a ocupar estas áreas.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Juvenis de frulho estão a abandonar os ninhos

O Frulho Puffinus lherminieri é um dos "primos" do cagarro Calonectris borealis que nidifica nos Açores, e passa toda a sua vida ao largo ao contrário do cagarro que migra para sul pela informação disponível, regressando à colónia apenas na época de reprodução (Dezembro a Maio), apesar de haver visitas regulares a partir de meados de agosto. Esta espécie com cerca de 140-275g (média 172g) caracteriza-se por ter um bico e patas azuis, e o branco se estender até acima do olho, põe um único ovo entre fim de janeiro a fevereiro, e a incubação decorre por 45 dias onde ambos os progenitores se vão revezando, comportamento que é mantido na alimentação das crias que abandonam os ninhos em fim de maio até início de junho. A população nos Açores (nidifica em todas as ilhas à exceção da Terceira, tendo recentemente sido ouvida mas sem confirmação de nidificação) é de cerca de 840-1530 casais (Monteiro et al., 1999).

Juvenil de frulho

Assim como, o seu "primo" o cagarro estes também são afetados pela poluição luminosa da iluminação pública das nossas vilas e cidades, pelo que desde este momento pretendemos despertar-vos para a saída destes juvenis.

Como exemplo, na ilha do Corvo temos vindo a recolher informação dos frulhos desorientados pelas luzes uma vez que é regular 1-2 desorientados por ano desde 2009 em colaboração com o Parque Natural de ilha, havendo ainda registos na Graciosa e em Santa Maria, onde se encontram as colónias acessíveis e alvo de monitorização.

Caso encontrem algum desorientado à semelhança da Campanha SOS Cagarro. contactem os vigilantes da natureza, pois a informação recolhida é extremamente importante para podermos minimizar o impacto desta ameaça nesta espécie tão vulnerável.

Esta informação está a ser recolhida no âmbito do Projeto LuMinAves que tem como principal objectivo a definição de uma Estratégia para mitigar o impacto da poluição luminosa sobre as aves marinhas na Macaronésia.

Nós e os frulhos agradecemos a colaboração!













terça-feira, 12 de maio de 2020

Salvo cagarro com 7 anos na ilha do Corvo


No dia 11 de maio de 2020 foi salvo um cagarro Calonectris borealis na ilha do Corvo pelo vigilante da natureza, Rui Pimentel, do Parque Natural de ilha após ter sido desorientado pela iluminação pública. Este havia sido anilhado por nós em novembro de 2013 durante a Campanha SOS Cagarro, tem por isso 7 anos. Esta informação é muito essencial pois pode indicar a eficácia das Campanhas de salvamento, assim como, a taxa de sobrevivência destes juvenis e o seu contributo para a população reprodutora. Como se sabe os cagarros vem a terra pela primeira vez com 5-6 anos para se reproduzirem mas só a partir dos 7-9 anos são reprodutores experientes. 

Fica aqui a imagem da Campanha de 2013 e do Cagarro encontrado 7 anos depois:

Cagarro com 7 anos salvo por Rui Pimentel na ilha do Corvo. Foto: Rui Pimentel

Tânia Pipa a anilhar juvenil na Campanha SOS Cagarro 2013

Caso encontrem um cagarro com ou sem anilha, lembrem-se chamem os vigilantes pois esta informação é muito importante para aumentarmos o conhecimento sobre a espécie de ave marinha mais emblemática dos Açores.

Esta informação está a ser recolhida pela Direção Regional dos Assuntos do Mar e é também essencial no âmbito do projeto LuMinAves para elaborar a Estratégia sobre o impacto da Poluição Luminosa sobre as aves marinhas na Macaronésia, e integrada na tese de dourotamento da investigadora Elizabeth Atchoi.


quinta-feira, 9 de abril de 2020

O som para saber quantos há?

A nossa equipa está neste momento a analisar a informação dos últimos 3 anos no âmbito do projeto LuMinAves e Mistic Seas II para estimar a abundância através da monitorização acústica passiva. Esta informação é recolhida com as unidades de gravação autónomas (ARUs) e calibrada com a captura-marcação-recaptura com recurso a redes verticais, baseada na premissa de que o número de cantos corresponde ao número de ninhos e consequentemente, casais reprodutores. 

Equipa a preparar-se para uma ida ao campo no ilhéu da Vila, Santa  Foto: Elizabeth Atchoi

Espera-se com este método estimar quantos painhos-de-monteiro Hydrobates monteiroi e painho-da-madeira Hydrobates castro há nas principais colónias nos Açores e atualizar a informação existente. Aplicando assim uma metodologia uniforme e de baixo custo que poderá ser implementada no futuro e a longo prazo contribuindo para o aumento do conhecimento das espécies e das alterações do estado das populações promovendo a sua conservação e as medidas necessárias a implementar para proteger as espécies que representam o som dos Açores.

Painho-da-madeira
Painho-de-monteiro

Para terminar, um agradecimento especial a todos os que contribuíram para a recolha de informação e apoio nos trabalhos de campo, desde os Parques Naturais de ilha, Hotel Ocidental (Carlos Mendes), Clube Naval de Vila Franca do Campo e um especial à nossa colega e terceiro elemento desta equipa maravilha, Elizabeth Atchoi (FRCT/DRAM/OKEANOS). 

quinta-feira, 26 de março de 2020

A Natureza não pára: estapagados como inspiração

Devido à pandemia do Covid-19 a conservação é agora feita a partir de casa e através das teclas do computador ferramenta primordial nestas horas para continuar o trabalho. No entanto, um pouco por todo o lado a Primavera vai dando ar da sua graça com a maioria das aves a preparem-se para mais uma época reprodutora.

E as aves marinhas não são excepção, deixamo-vos um exemplo da monitorização acústica devido à inacessibilidade das colónias (é este o método utilizado para monitorizar esta espécie que nos Açores apenas nidifica no Grupo Ocidental) realizada no início de Março na ilha do Corvo, onde os estapagados Puffinus puffinus já chegaram às colónias para mais uma azáfama reprodutora...escusado será dizer...a Natureza não pára...e nós mesmo nas condições especiais em que nos encontramos também não! Deixamos-vos com o som de cagarros Calonectris borealis e de um macho de estapagado a chegar à colónia na ilha do Corvo que este vos inspire e dê ânimo, depois da tempestade vem a bonança...depende de todos nós!

Estapagado na ilha do Corvo

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Festival do Estapagado no Corvo


Decorreu nos dias 5 a 7 de julho o I Festival do Estapagado na ilha do Corvo. Este festival ambiental que incluiu momentos educativos e momentos lúdicos tinha como mote celebrar os 10 anos da SPEA na ilha do Corvo e o trabalho desenvolvido para a conservação das aves marinhas na mais pequena dos Açores. Mas também, agradecer à população do Corvo e entidades da ilha a colaboração dada ao longo destes 10 anos e sem a qual não teria sido possível atingir os resultados destes projetos.



No primeiro dia do festival, foi realizada uma visita cultural à zona antiga da vila do Corvo, guiada pelo Ecomuseu do Corvo que permitiu descobrir as características peculiares e as dificuldades de sobrevivência do povoamento da ilha do Corvo. Entre histórias de piratas e lendas religiosas, os participantes ficaram a conhecer um pouco dos segredos desta ilha.

Pela tarde, deu-se início o festival, com apresentação dos trabalhos desenvolvidos na ilha pelo projeto LIFE+ “Ilhas Santuário para as Aves Marinhas” e o pós-projeto. Seguiu-se um serão animado pelo conjunto “Limão e Chá Verde”.


Apresentações dos trabalhos no âmbito do Projeto LIFE "Ilhas Santuário para as Aves Marinhas"

Atuação dos Limão e Chá Verde


O segundo dia do festival foi dedicado à celebração dos 10 anos de trabalho em prol das aves marinhas no Corvo e no arquipélago dos Açores na Tertúlia "Sons dos Oceano", com apresentações sobre o painho-de-monteiro, o estado das aves marinhas como indicador de bom estado do ambiente marinho nos Açores, e a problemática da poluição luminosa, não apenas para as aves marinhas mas também para as pessoas.

Apresentação do Plano de Ação para o painho-de-monteiro no âmbito do projeto LIFE EuroSAP

Apresentação sobre a poluição luminosa e o seu impacto, Elizabeth Atchoi (DOP/FRCT)

Seguiu-se a sessão de celebração dos 10 anos da SPEA no Corvo com a eleição do Voluntário da década, a entrega simbólica do prémio Espírito Verde, recebido pela SPEA pelo projeto e pós-projeto desenvolvido na ilha, à Câmara Municipal do Corvo, Parque Natural de Ilha do Corvo e  Escola Mouzinho da Silveira como agradecimento pela sua colaboração ao longo destes 10 anos. Foram também entregues certificados de voluntários às mais de 30 pessoas que ao longo destes 10 anos tem contribuído para a conservação das aves marinhas na ilha. Nem o bolo de aniversario, faltou!



Parque Natural de ilha, Câmara Municipal do Corvo e Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira a receberem uma cópia do prémio "Espírito Verde" pela presidente da SPEA, Graça Lima

Voluntários da década


A parte musical contou com a estreia dos EMC2 no palco, que deleitaram o publico, e o dia encerrou com a atuação da Dj Chopsoy das Cagarras Sound.

EMC2, a estreia, com André Couto e Andreia Silva

Dj Chopsoi das Cagarras Sound

No último dia do festival, realizou-se um workshop sobre turismo e sustentabilidade na ilha do Corvo que permitiu reflectir sobre o tipo de turismo que os corvinos querem para a sua ilha.

Workshop sobre o Turismo Suntentável

Ao longo do festival, foi também criado um mural para comemorar os 10 anos da SPEA no Corvo e os esforços para a conservação das aves marinhas. O mural foi realizado por Miguel Patrício e companhia.

Mural para celebrar a conservação das aves marinhas no Corvo elaborado pelo Miguel Patrício e companhia

O festival não esqueceu as preocupações ambientais, especialmente as ligadas ao excesso de lixo plástico que este tipo de festivais produz. Por este motivo, o festival contou com o seu próprio Eco-copo personalizado.

Nenhuma descrição de foto disponível.
Eco-copo do Festival do Estapagado

Despedi-mo-nos com um MUITO OBRIGADA e quem sabe para o ano há mais!