quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Programa Escolar do Centro Ambiental do Priolo já disponível


O Programa Escolar do Centro Ambiental do Priolo  2018/2019 está disponível para as escolas e entidades educativas de São Miguel e apresenta novidades.



Este programa escolar é composto por uma vasta oferta de atividades educativas, na sua maioria palestras escolares, ações no terreno, voluntariados e eventos gratuitos nos quais anualmente participam várias escolas e instituções educativas de São Miguel e não só. Estas tratam de temáticas relacionadas com a biodiversidade e recursos naturais dos Açores, em especial avifauna, como é o caso do Priolo; habitats naturais, como é o caso da Laurissilva dos Açores e as turfeiras. Servem de complemento ao currículo regular e são ações que visam educar e sensibilizar a população escolar desta ilha para as problemáticas da conservação da natureza e a sua importância. 

Este ano lectivo, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) propõe-lhe uma retrospetiva de um trabalho realizado para a conservação do priolo ao longo de mais de 15 anos de conservação, através da criação da exposição ‘’O Priolo e a Fuga à extinção”, uma exposição focada no passado, presente e futuro da conservação de uma espécie única nos Açores. Esta exposição estará disponível para colocação nas escolas e entidades educativas em São Miguel e a realização de atividades complementares é possível.

As entidades e escolas interessadas devem contactar a SPEA através do email centropriolo@spea.pt para marcação de atividades ou através do telemóvel 91 8536123.

Para mais informações sobre o programa escolar consulte http://centropriolo.spea.pt/pt/escolas/

A história do Priolo e a diversidade dos Açores em exposição no Nordeste

A exposição “O Priolo e à fuga a extinção" e outros materiais expositivos relacionados com a biodiversidade dos Açores e os seus usos e evolução ao longo da historia do arquipélago estão patentes no Posto de Turismo da Vila do Nordeste até 11 de outubro, durante a semana desde as 09h até às 17h e fins-de-semana e feriados desde as 10h até às 15h15. 


Esta exposição criada para o evento Macaronight, apresenta vários elementos que ligam a biodiversidade dos Açores e o povoamento das ilhas. O visitante poderá descobrir, para além da história do Priolo, muitas novidades como os usos e costumes antigos ligados a algumas das plantas dos Açores e as aves dos Açores com parte da exposição ''De Ossos nas Mãos".



Se visitar o Nordeste, não deixe de descobrir esta exposição! 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Centro Ambiental do Priolo com novo horário em Outubro

O Centro Ambiental do Priolo (CAP), localizado na Reserva Florestal de Recreio da Cancela do Cinzeiro na Pedreira, Nordeste,  passa a partir de outubro, a estar aberto apenas aos fins-de-semana e feriados das 12h às 17h. São ainda possíveis visitas em outros dias e horários mas apenas com marcação prévia e dependendo da disponibilidade dos técnicos do CAP.



Este centro de interpretação ambiental é um local privilegiado onde visitantes e residentes das Terras do Priolo (Nordeste e Povoação) procuram saber mais sobre o Priolo, uma espécie rara e que só pode ser encontrada na zona leste da ilha de São Miguel, e o seu habitat, a Laurissilva dos Açores. Aí ficam também a conhecer o trabalho desenvolvido em conjunto pela SPEA, Governo dos Açores e vários parceiros  em prol da preservação do Priolo. Estes trabalhos foram levados a cabo na Zona de Proteção Especial (ZPE) Pico da Vara / Ribeira do Guilherme, uma área de enorme valor natural designada especificamente para a proteção do habitat do Priolo – a floresta Laurissilva – e que integra o Parque Natural de Ilha de São Miguel.

O CAP já foi visitado por mais de 25 000 pessoas, nestes 11 anos de atividade, e a sua missão foca-se cada vez mais na sensibilização ambiental e relembra a resiliência de uma espécie em tempos considerada uma das mais ameaçadas da Europa. Assim, a partir do dia 1 de outubro e até ao dia 15 de novembro, é possível visitar o Centro Ambiental do Priolo do meio-dia às cinco horas, aos fins-de-semana e feriados. Nos restantes dias, apenas por marcação prévia através do e-mail centropriolo@spea.pt ou do número 918 536 123.

Se ainda não visitou o Centro Ambiental este ano, ainda o pode fazer, disfrutando do seu espaço expositivo apelativo criado com materiais endógenos dos Açores, conteúdos interessantes e receção ampla com um espaço exterior que convida a uma caminhada pela natureza.

Visite o Centro Ambiental do Priolo e fique a conhecer mais sobre a floresta natural dos Açores e sobre esta ave endémica tão importante: o Priolo.

Workshop da Task-force monteiroi e 10 anos do Painho de Monteiro

Nos dias 27 e 28 de setembro, decorreu na Graciosa, um workshop da "Taskforce Monteiroi". Esta Taskforce foi criada no âmbito do projeto LIFE EuroSAP e inclui um conjunto de especialistas, investigadores e representantes governamentais que trabalham em conjunto desde 2015 na definição de um plano de ação internacional para a conservação do paínho-de-monteiro (Hydrobates monteiroi ).

Parabéns Paínho - VÍDEO - Graciosa Online - RTP Açores - RTP

O plano de ação internacional foi concluído e aprovado em março deste ano e a reunião permitiu refletir sobre as medidas definidas para a conservação da espécie tendo sido proposto pelos participantes a apresentação destas medidas para a definição de um plano regional para a conservação da espécie.

O encontro permitiu também discutir novas ameaças que têm sido identificadas recentemente, tais como a predação das crias e ovos desta espécie por formigas e a Lagartixa-da-Madeira e possíveis ações para a sua mitigação.

A estimativa da sua população total é de 328 a 378 casais. Encontra-se presente nos ilhéus da Graciosa e foi, ainda, confirmada também uma pequena colónia de 30 indivíduos na ilha das Flores e existem suspeitas da sua presença na ilha do Corvo. A espécie está considerada vulnerável pela IUCN e por este motivo, o acompanhamento das suas populações e das ameaças que enfrentam é essencial.

O paínho-de-monteiro foi classificado como uma espécie diferente do paínho-da-madeira há 10 anos. Para assinalar a efeméride realizou-se um peddy-paper em Santa Cruz, dando a conhecer melhor esta espécie à população que também teve direito ao bolo do 10º aniversário.

Fonte: https://www.rtp.pt/acores/graciosa-online/parabens-painho-video_59115

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

SPEA presente na Macaronight

A SPEA estará presente, na próxima semana, na primeira edição do Macaronight.



Este é um projeto que envolve diversas entidades e que este ano irá explorar factos da identidade natural e cultural das ilhas da Macaronésia, neste caso dos Açores e tornar a noite Europeia dos Investigadores uma viagem pela ciência atrás da cultura!

A SPEA  terá um stand diferente com muitas novidades onde poderás descobrir usos e costumes antigos de algumas das plantas dos Açores e as aves dos Açores com parte da exposição ''De Ossos nas Mãos''.

Visita a Macaronight na Alameda do Mar em Ponta Delgada no dia 28 de setembro e descubra os Açores pela Ciência.

Saiba mais sobre este evento em http://macaronight.eu/pt/

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Aves Marinhas: Sentinelas das Áreas Marinhas Protegidas

Nas últimas semanas de Julho estivemos a colaborar com o investigador Ewan Wakefield da Universidade de Glasgow no seguimento de Cagarros Calonectris borealis na ilha do Corvo. Este trabalho insere-se no projecto de seguimento do investigador Ewan Wakefield da recente proposta para a definição da área importante para as aves marinhas: Corrente do Atlântico Norte e do Monte Submarino Evlanov, a juntar a uma das 7 áreas marinhas protegidas estabelecidas em águas internacionais, ao abrigo da Convenção para a Protecção do Meio Marinho do Atlântico Nordeste, OSPAR.


Áreas Marinhas Protegidas em águas internacionais, incluindo a vermelho a área marinha protegida proposta
Fonte: OSPAR

No ano passado o investigador Ewan e vários especialistas prospectaram a Crista Médio-Atlântica, em particular o monte submarino Evlanov e a Corrente do Atlântico Norte, onde foram identificadas 17 espécies de aves marinhas, e 26 durante toda a Campanha. 

Ainda através do seguimento foi identificado que a área em questão é importante para várias espécies, em particular espécies ameaçadas como, o papagaio-do-mar Fratercula artica, o fulmar Fulmarus glacialis, a freira das bermudas Pterodroma cahow e a freira-da-madeira Pterodroma madeira (esta última endémica do arquipélago da Madeira, com a área de nidificação restrita ao Maciço Montanhoso Oriental do Pico do Areeiro, com uma população estimada em 65-80 casais). 


Freira-da-madeira
Foto: T.Pipa
No total são pelo menos 25 as espécies que usam esta área para alimentar-se o que demonstra a sua importância e por esta razão, foi proposta à Convenção OSPAR a classificação desta área como Área Marinha Protegida, pelo que toda a informação recolhida sobre a área até ao dia 14 de Setembro é de extrema importância para a definição desta área.

Entre as espécies que utilizam esta área e são alvo do estudo estão o Cagarro, o fulmar, a pardela-preta Ardenna grisea e o cagarro-de-coleira Ardenna gravis, 2 espécies a nidificar no Hemisfério Norte e 2 espécies a nidificar no Hemisfério Sul, respectivamente.

A colónia do Corvo foi escolhida por ser seguida há vários anos e inclusive haver informação de outros estudos, onde foi observado que os Cagarros do Corvo se deslocam aproximadamente a 500km a Norte do Corvo para se alimentarem.


Recuperação de transmissor e registo de biometrias de Cagarro
Foto: Ewan Wakefield
A informação obtida, permitirá aferir melhor a importância destas áreas, a interacção entre as várias espécies de aves marinhas, a associação destas com as espécies de mamíferos marinhos, nos Açores esta associação já foi descrita há vários anos (Martín, 1986), a segregação entre áreas de forageio entre as diferentes espécies e contribuir para a definição da área anteriormente descrita como Área Marinha Protegida.



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Educar e Preservar com a Reserva Voluntária dos Meros


Uma equipa da Universidade dos Açores/MARE liderada pelo investigador Pedro Afonso em colaboração com a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt, durante a Blue Azores Expedition esteve a marcar meros Ephinephelus marginatus na Reserva Voluntária dos Meros. A Reserva foi criada voluntariamente em 1999 após a descoberta de uma população de meros residentes junto aos moinhos da ilha do Corvo em 1998 pela empresa de mergulho Nauticorvo. Assim, e após esta descoberta e de modo, a poder perpetuar e manter esta população foi em conjunto com a Associação de Pescadores da ilha criada a Reserva Voluntária, ficou acordado entre todos de que a área estava interdita à pesca permitindo assim, que a ilha se tornasse um destino para o mergulho, em particular com os meros da Reserva.

Marcação de mero pelo investigador Pedro Afonso
Foto: Bárbara Ambrós

Infelizmente a Nauticorvo já não existe mas mesmo assim, os corvinos tem mantido a Reserva e é nesse sentido que a equipa do investigador Pedro Afonso se deslocou ao Corvo para colocar marcas acústicas na população de meros da Reserva, em colaboração com o Parque Natural de ilha, o mergulhador profissional Pedro Reis e o Dr. Frederico Cardigos.

O principal objectivo é conhecer melhor o comportamento dos indivíduos e descobrir se a Reserva contribui para a dispersão e aumento da população nas áreas circundantes, é o que se denomina por spillover effect/ "efeito de derrame" das áreas marinhas protegidas, pois não só aumentam o número de indivíduos, como contribuem para ter indivíduos maiores e aumentam o número de indivíduos nas áreas adjacentes da Reserva, pois com o aumento da densidade a tendência é dispersarem-se para fora da área. Ainda segundo o investigador Pedro Afonso, esta área e áreas adjacentes da costa do Corvo são das zonas de maior riqueza específica nos Açores.

Estas marcas permitem obter informação durante os próximos 10 anos o que tendo em conta a longevidade da espécie (podem viver mais de 50 anos) é essencial para poder implementar medidas de conservação para a espécie.

Com o intuito de promover a Reserva realizamos uma actividade de sensibilização da população local (em colaboração com a equipa do investigador Pedro Afonso) dando a conhecer o projecto e observar em primeira mão a colocação destas marcas num indivíduo. 

No total foram 24 os participantes na actividade que certamente estão mais sensibilizados para a necessidade de preservação da Reserva e da sua importância.

População presente na actividade de sensibilização ministrada pelo investigador Pedro Afonso
Foto: Bárbara Ambrós