quinta-feira, 2 de julho de 2020

Equipa da SPEA Açores recebe formação sobre a COVID 19

No passado dia 26 de junho a equipa técnica e a equipa de operacionais da SPEA Açores recebeu, na sua sede no Nordeste, formação sobre a COVID 19 e as medidas de prevenção para evitar contaminação e contágio.

Muitas das medidas faladas no âmbito da formação já estavam em vigor, mas os coordenadores da SPEA Açores acharam necessário reforçar os cuidados e boas práticas a tomar, para assegurar a segurança de todos os trabalhadores.


Para além da formação, os formadores fizeram ainda uma visita guiada à sede para perceber que alterações seriam necessárias, assim como uma visita guiada ao Centro Ambiental do Priolo, na Cancela do Cinzeiro, para garantir a recepção de visitantes naquele espaço durante os próximos meses.

Está a decorrer o Censo Anual do Priolo

Apesar de tudo o que tem acontecido no mundo nos últimos meses, estamos claro a falar da COVID 19, o nosso amigo Priolo continua a necessitar de atenção. Neste sentido, a SPEA coordena anualmente o Censo do Priolo, uma ave endémica da ilha de São Miguel, que só pode ser encontrada na ZPE Pico da Vara / Ribeira do Guilherme.


O censo começou em junho e é organizado em 158 pontos de contagem que estão localizados na área de distribuição desta ave. Uma vez visitados todos os pontos, a equipa de SPEA Açores realizará uma análise sobre o estado atual da espécie, a sua distribuição e estimativa populacional. Estes trabalhos estão a decorrer no âmbito do projeto LIFE IP Azores Natura do qual a SPEA é parceira.




Fique atento às novidades e à possibilidade de participar no concurso “Quantos priolos há no mundo?”.

CENTRO AMBIENTAL DO PRIOLO VOLTA A RECEBER VISITANTES

A partir do dia 1 julho o Centro Ambiental do Priolo (CAP) na Cancela do Cinzeiro, Pedreira-Nordeste volta a receber visitantes. As visitas estão disponíveis apenas por marcação, de terça a sábado das 10h-18h, através do e-mail centropriolo@spea.pt ou por telefone (+351) 918 536 123.


O CAP volta a disponibilizar a todos os interessados visitas guiadas, nomeadamente a “Laurissilva Tour” e o “Priolo Tour”, ambas as atividades disponíveis por marcação no nosso site www.centropriolo.com.


Para garantir um ambiente de segurança frente ao Covid-19, o Centro Ambiental do Priolo implementou um protocolo com rotinas de higienização, limpeza de espaços e limite de pessoas dentro do Centro. Seguimos todas as medidas preventivas estabelecidas internacionalmente para que volte a desfrutar do nosso espaço.


Venha visitar-nos e descubra o Priolo e a biodiversidade de Açores. 

Ficamos à sua espera!

Fotos: SIARAM

quinta-feira, 21 de maio de 2020

SPEA Açores regressa aos trabalhos de campo

No âmbito do projeto LIFE IP Azores Natura, a SPEA desenvolve trabalhos de conservação de espécies e restauro de habitats naturais no SIC da Tronqueira e Planalto dos Graminhais e ZPE Pico da Vara/ Ribeira do Guilherme e como tantas outras entidades viu o seu trabalho truncado como consequência da pandemia do COVID 19.

Numa primeira fase, os trabalhos de intervenção no terreno estiveram interrompidos devido à imposição de cercas sanitárias em São Miguel. Uma vez ultrapassada esta fase mais critica, foram preparados planos de contingência que têm como objetivo proteger as nossas equipas no retomar das intervenções no campo. Estas ações foram retomadas no dia 5 de maio.

Estes planos incluem, para além das questões de segurança recomendadas (distanciamento, máscaras, limpeza de mãos, etc.), a reestruturação no formato de trabalho destas equipas, criando pequenas equipas autónomas de entre 2 e 5 elementos tanto para o transporte como para o trabalho. Igualmente, foram revistas as características de cada intervenção para identificar potenciais riscos e minimiza-los.



Para além disso, todos os trabalhadores cujas funções o permitem, mantiveram-se em regime de teletrabalho, com deslocações mínimas e estritamente necessárias ao escritório. Para este fim, foi também necessário dotá-los das ferramentas necessárias para tal e permitir um período de adaptação.

A manutenção dos trabalhos de restauro ecológico é para a SPEA uma prioridade, sem descurar a saúde e bem-estar dos nossos colaboradores, das suas famílias e da comunidade, pelo que continuamos a acompanhar o evoluir da situação nos Açores e vamos adaptando-nos às medidas de proteção necessarias.

Porque um ambiente saudável é necessário para todos nós e faz parte da missão da SPEA!

terça-feira, 19 de maio de 2020

Recuperação de habitat na Reserva Biológica do Corvo



A recuperação de habitat é um trabalho contínuo e na Reserva Biológica do Corvo (RBC) é realizado desde 2009. Uma parte das ações passa pelo controlo manual de vegetação invasora como é o caso do espinafre-da-nova-zelândia (Tetragonia tetragonoides), de modo, a evitar a sua propagação além das 4 áreas onde se restringe. 

Espinafre-da-nova-zelândia antes de ser controlado manualmente

A segunda fase assenta, na sementeira direta de espécies nativas como é o caso do bracel (Festuca petraea) e da vidália (Azorina vidalli), no total foram semeados 12kg de bracel e 432g de vidália com o intuito de competir com o espinafre e contribuir para a sua erradicação e permitir continuar a recuperação de habitat da RBC.

Espinafre-da-nova-zelândia após controlo manual e sementeira direta de bracel


Juvenis de frulho estão a abandonar os ninhos

O Frulho Puffinus lherminieri é um dos "primos" do cagarro Calonectris borealis que nidifica nos Açores, e passa toda a sua vida ao largo ao contrário do cagarro que migra para sul pela informação disponível, regressando à colónia apenas na época de reprodução (Dezembro a Maio), apesar de haver visitas regulares a partir de meados de agosto. Esta espécie com cerca de 140-275g (média 172g) caracteriza-se por ter um bico e patas azuis, e o branco se estender até acima do olho, põe um único ovo entre fim de janeiro a fevereiro, e a incubação decorre por 45 dias onde ambos os progenitores se vão revezando, comportamento que é mantido na alimentação das crias que abandonam os ninhos em fim de maio até início de junho. A população nos Açores (nidifica em todas as ilhas à exceção da Terceira, tendo recentemente sido ouvida mas sem confirmação de nidificação) é de cerca de 840-1530 casais (Monteiro et al., 1999).

Juvenil de frulho

Assim como, o seu "primo" o cagarro estes também são afetados pela poluição luminosa da iluminação pública das nossas vilas e cidades, pelo que desde este momento pretendemos despertar-vos para a saída destes juvenis.

Como exemplo, na ilha do Corvo temos vindo a recolher informação dos frulhos desorientados pelas luzes uma vez que é regular 1-2 desorientados por ano desde 2009 em colaboração com o Parque Natural de ilha, havendo ainda registos na Graciosa e em Santa Maria, onde se encontram as colónias acessíveis e alvo de monitorização.

Caso encontrem algum desorientado à semelhança da Campanha SOS Cagarro. contactem os vigilantes da natureza, pois a informação recolhida é extremamente importante para podermos minimizar o impacto desta ameaça nesta espécie tão vulnerável.

Esta informação está a ser recolhida no âmbito do Projeto LuMinAves que tem como principal objectivo a definição de uma Estratégia para mitigar o impacto da poluição luminosa sobre as aves marinhas na Macaronésia.

Nós e os frulhos agradecemos a colaboração!













terça-feira, 12 de maio de 2020

Salvo cagarro com 7 anos na ilha do Corvo


No dia 11 de maio de 2020 foi salvo um cagarro Calonectris borealis na ilha do Corvo pelo vigilante da natureza, Rui Pimentel, do Parque Natural de ilha após ter sido desorientado pela iluminação pública. Este havia sido anilhado por nós em novembro de 2013 durante a Campanha SOS Cagarro, tem por isso 7 anos. Esta informação é muito essencial pois pode indicar a eficácia das Campanhas de salvamento, assim como, a taxa de sobrevivência destes juvenis e o seu contributo para a população reprodutora. Como se sabe os cagarros vem a terra pela primeira vez com 5-6 anos para se reproduzirem mas só a partir dos 7-9 anos são reprodutores experientes. 

Fica aqui a imagem da Campanha de 2013 e do Cagarro encontrado 7 anos depois:

Cagarro com 7 anos salvo por Rui Pimentel na ilha do Corvo. Foto: Rui Pimentel

Tânia Pipa a anilhar juvenil na Campanha SOS Cagarro 2013

Caso encontrem um cagarro com ou sem anilha, lembrem-se chamem os vigilantes pois esta informação é muito importante para aumentarmos o conhecimento sobre a espécie de ave marinha mais emblemática dos Açores.

Esta informação está a ser recolhida pela Direção Regional dos Assuntos do Mar e é também essencial no âmbito do projeto LuMinAves para elaborar a Estratégia sobre o impacto da Poluição Luminosa sobre as aves marinhas na Macaronésia, e integrada na tese de dourotamento da investigadora Elizabeth Atchoi.