segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Diretamente de São Jorge para a Reserva Biológica do Corvo

No passado dia 10 de agosto, 11 escuteiros do Grupo de Pioneiros da III Secção do Agrupamento 771 de Velas visitou a Reserva Biológica do Corvo de forma a observar de perto uma das áreas de intervenção do projeto e pós-projeto LIFE "Ilhas Santuário para as Aves Marinhas". 

Além de verificarem a recuperação de habitat da área em questão os escuteiros tiveram a oportunidade de ver de perto e monitorizar os 2 ninhos naturais de cagarro Calonectris borealis da Reserva Biológica do Corvo, assim como, libertar um juvenil de estapagado Puffinus puffinus encandeado pelas luzes artificiais na noite anterior.

Monitorização da cria de cagarro do ninho RBC2. Foto: Noélia Lanchas




SOS Estapagado 2019

No âmbito do projeto LuMinAves realiza-se a habitual Campanha do SOS Estapagado na ilha do Corvo com o intuito de salvar e recolher informação sobre os juvenis de estapagado Puffinus puffinus encandeados pelas luzes da Vila do Corvo. Desde 2009 já foram salvos 86 juvenis e até ao momento nas brigadas diárias foi salvo um juvenil encandeado. As Brigadas decorrem até ao início de setembro entre as 22h30-01h00 e toda a ajuda é bem-vinda. Apesar de em menor quantidade (a população está estimada em 115-235 casais no Grupo Ocidental) este "primo" do cagarro que nos Açores só nidifica no Corvo e Flores também é afetado pela poluição luminosa.
Estapagado juvenil salvo no dia 9 de agosto na Vila do Corvo

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Estudo de interacção entre a avifauna e a rede elétrica de média tensão de Terceira

Durante esta semana a SPEA Açores e a EDA (Eletricidade dos Açores) deram início a um projecto de estudo que busca reduzir o impacto das linhas elétricas na mortalidade de aves na rede de transporte e distribuição da linha elétrica na ilha Terceira. Entre os dias 5 e 7 de agosto foram realizadas reuniões de trabalho para o planeamento do respetivo estudo, que terá a duração de dois anos.



No decorrer deste estudo serão identificados os pontos críticos de incidência de colisão e electrocução de aves nas linhas elétricas. Também serão realizadas estimativas de densidade e de distribuição de espécies de aves potencialmente afetadas pelas linhas elétricas na ilha Terceira. Estes estudos visam o levantamento de informações úteis para a elaboração de medidas para minimizar os acidentes entre linhas elétricas e a avifauna nesta ilha.



Esta colaboração entre a SPEA Açores e a EDA é uma importante iniciativa para mitigar e diminuir impactos de atividades humanas sobre a avifauna nos Açores. Entre as diferentes espécies que têm registo de acidentes com linhas elétricas estão o milhafre (Buteo buteo rothschildi) e o pombo-torcaz (Columba palumbus azorica), o estorninho-malhado (Sturnus vulgaris granti), três das subespécies endémicas dos Açores, o pombo-das-rochas (Columba livia) e a rola-turca (Streptopelia decaocto).

SPEA presente na maior Feira de Observação de Aves a nível europeu

A SPEA estará presente na British Bird Fair 2019,  realizada anualmente em Rutland , Inglaterra. Para além da divulgação da observação de aves como atividade que promove o contacto com a natureza, este evento também contribui para a conservação das espécies de aves tendo angariado 322 mil libras em 2018 para este efeito. 


Esta é uma das feiras de observação de aves com maior adesão nível europeu e onde será possível visitar o stand  da SPEA, entre os dias 16 e 19 de agosto,  no qual os Açores, as Terras do Priolo e o priolo serão o destaque. Será, igualmente,  uma oportunidade de divulgar todo o trabalho realizado pela SPEA para a proteção das aves no geral mas também de promoção do turismo sustentável nas Terras do Priolo.

Como habitualmente, serão diversos os eventos, exposições e atividades disponíveis ao público, sendo que os interessados podem consultar toda a informação em https://birdfair.org.uk/.

A SPEA deixa o convite a todos os amantes das aves para visitarem Rutland nos dias 16 a 18 de Agosto !


Viveiros Life+ Terras do Priolo | 6 anos a produzir espécies nativas

No âmbito do projeto Life+ Terras do Priolo estava prevista a produção de cerca de 180 000 plantas nativas e endémicas dos Açores para serem utilizadas nas ações de restauro ecológico desenvolvidas na Serra da Tronqueira.


Logo no início do projeto, e através do levantamento das áreas a intervencionar verificou-se que iriam ser necessárias mais plantas do que as inicialmente previstas. Isto foi especialmente importante para as duas ações que tinham como intuito o restauro de áreas de Laurissilva Mésica gravemente invadidas por incenso: o gradiente altitudinal e a linha de água na vertente entre a Malhada e a Fajã de Rodrigo. Por este motivo, e para otimizar a produção de plantas, foi estabelecida uma parceria com a Direção Regional dos Recursos Florestais (DRRF), através do Serviço Florestal do Nordeste (SFN), com ampla experiência na produção de espécies nativas arbóreas. Os viveiros do projeto, localizados na Quinta da Direção Regional de Desenvolvimento Agrário (DRDA) de Santo António Nordestinho, ficaram assim mais especializados na produção de espécies herbáceas e arbustivas e de sementes para aplicação de sementeira direta.



No total do projeto foram produzidas e utilizadas aproximadamente 300 000 plantas de 32 espécies diferentes, das quais os viveiros do projeto produziram a metade e os SFN aproximadamente a outra metade. Para além das plantas produzidas para o restauro ecológico das áreas de Laurissilva, foram produzidos quase 900 kg de sementes de espécies herbáceas e arbustivas utilizados para estabilização de taludes através da técnica da hidrossementeira.

                Figura_ Plantas produzidas ao longo do projeto LIFE+ Terras do Priolo


Do total das plantas produzidas pelos viveiros do Projeto LIFE+ Terras do Priolo e do SFN, a grande maioria foi destinada ao restauro de um gradiente altitudinal de floresta Natural, seguindo-se uma área também muito invadida por incenso Pittosporum undulatum na Mata dos Bispos onde foram desenvolvidos testes para o controlo desta espécie invasora. Para além das plantas utilizadas no restauro ecológico de habitats prioritários, também foram utilizadas em várias ações de sensibilização ambiental através da cedência das mesmas às escolas, a particulares e também na criação demonstrativa de áreas com uso ornamental de espécies nativas dos Açores. A SPEA agradece também a todos os voluntários, visitantes que levaram  plantas nativas e endémicas para o seu jardim, aumentando a divulgação das plantas nativas dos Açores.

 
Figura_Utilização das plantas produzidas nos viveiros do projeto LIFE+ Terras do Priolo e cedidas pelo SFN

Volunteer Escapes - Curso de Primeiros socorros

Durante a semana de 29 de julho a 1 de agosto os voluntários do Life Volunteer Escapes tiveram uma formação intensiva de 21 horas sobre Primeiros socorros.

A formação foi efectuada pelos Bombeiros da Ribeira Grande, tendo uma componente muito prática em que todos os voluntários fizeram individualmente toda a experiência de primeiros socorros, nomeadamente imobilização, suporte básico de vida, emergências medicas, entre outros.

Esta formação é fundamental,  já que no futuro estes voluntários irão trabalhar em condições adversas.


quinta-feira, 25 de julho de 2019

LIFE VOLUNTEER ESCAPES | Voluntários removem Gigante nos Graminhais


No passado mês de Junho a equipa de Volunteer Life Escapes da Spea Açores concluiu a limpeza de Gigante (Gunnera tinctoria) no Planalto dos Graminhais.


Gigante, nome comum desta planta nos Açores, é uma planta original de América do sul, foi uma espécie introduzida com fins ornamentais, mas na actualidade é uma espécie invasora. O planalto dos Graminhais, onde a planta encontra condições perfeitas para se desenvolver, constituem uma área de turfeira ativa de cerca de 100 hectares principalmente coberta por musgo (Sphagnum spp.) cuja característica principal é a absorção e retenção de água. Por isso, no passado, eram utilizados na produção de ananás. Mas hoje a sua importância deve-se ao armazenamento das águas superficiais da chuva. Além disso, é a área ideal para a reprodução da narceja-comum (Gallinago gallinago).



A equipa de voluntários trabalhou durante cinco dias nos Graminhais, a realizar transectos onde se  fez a recolha de todas a plantas de Gigante encontradas, algumas a medir mais de 2 metros de altura. No total foram percorridos 20,5 km com aproximadamente 250kg de raízes e sementes extraídas.

A equipa ficou muito contente com o trabalho realizado e espera que a cada ano a quantidade seja menor!