quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Áreas Marinhas Protegidas nos Açores: para um Oceano mais saudável para a Biodiversidade e para os Açorianos


O Governo dos Açores iniciou o processo de restruturação das Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) no dia 31 de janeiro, seguindo o memorando assinado em 2019 pelo Governo dos Açores, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt com o objectivo de até 2022 ter 15% da Zona Económica Exclusiva dos Açores classificada como AMP. Na reunião estiveram presentes várias partes interessadas na matéria, desde, o setor das pescas, das marítimo-turísticas, universidade dos Açores e organizações não-governamentais, nas quais a SPEA se enquadra. O processo que agora se iniciou passa por conciliar os interesses dos setores com competências na matéria, de modo, a preservar o meio marinho e sua biodiversidade mas a garantir o desenvolvimento sustentado permitindo o uso equilibrado do mar dos Açores pelo Homem e espécies que o caracterizam.

O primeiro workshop técnico organizado pela Direção Regional dos Assuntos do Mar no âmbito do LIFE IP Azores Natura (LIFE17 IPE/PT/000010) realizou-se de 3 a 5 de fevereiro na Horta com várias partes interessadas e entidades competentes, numa formação em técnicas de envolvimento de partes interessadas- Abordagem de Ganhos Mútuos (MGA) ministrado pelos especialistas Paul Manders e
Femke Vergeest, de modo, a promover e facilitar o processo de reestruturação.

 Esta formação na qual estivemos presentes assenta em 5 conceitos base (focar em interesses, não em posições; criar valor; conhecer a melhor alternativa para negociar um acordo; desenvolver relações de confiança e partilhar informação e experiências) e em 5 passos (preparação; criação de valor; distribuição de valor; elaborar um acordo e implementa-lo). De uma forma geral, esta formação permitiu aos presentes desenvolver competências de negociação com base num processo estruturado e com ganhos mútuos através da capacitação para uma melhor comunicação e partilha de experiências que garantam a facilitação do processo de restruturação das Áreas Marinhas Protegidas dos Açores.


Participantes no Workshop em técnicas de envolvimento de partes interessadas- Abordagem de Ganhos Mútuos (MGA)
Para isso, será criado um grupo de trabalho representativo com entidades com competências e interesses na área, e que tem a responsabilidade de garantir um Oceano mais sustentável nos Açores, respondendo às obrigações da região no que concerne à Rede Natura 2000 (Diretiva Habitats e Diretiva Aves), à DQEM (Diretiva Quadro Estratégia Marinha) e aos objetivos da Convenção para a Diversidade Biológica e objetivo 14 da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (Nações Unidas) mas principalmente para a Biodiversidade e para os Açorianos.

"São Miguel feito num oito" passa pelas Terras do Priolo

Joana Amén e Diogo Tavares estão a percorrer a ilha de São Miguel de bicicleta com o intuito de despertar a sensibilidade para outras formas de mobilidade e turismo, nomeadamente a bicicleta.


A sua rota passou pelas Terras do Priolo, onde ficaram a conhecer o trabalho desenvolvido pela SPEA e parceiros para a conservação do Priolo e para a recuperação da floresta nativa. Joana e Diogo ficaram encantados com todo o trabalho realizado, mas também com a deslumbrante paisagem que marca quem atravessa com calma a estrada da Tronqueira e outros caminhos rurais das Terras do Priolo.


Para além dos passeios pelas Terras do Priolo, estes dois aventureiros, em parceria com a DRRF, puderam contribuir para reflorestação de uma área na freguesia de Achada que tinha sido recentemente cortada.



A SPEA agradece-lhes o interesse demonstrado no trabalho realizado para a conservação do Priolo e deseja-lhes a continuação de bons passeios.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

SPEA participa em exposição: "Como Construir uma Ilha- Úterus Azorica"

A exposição "Como Construir uma ilha-Uterus azorica" promovido pelo LREC estará patente no Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas até dia 15 de Março. Esta exposição teve a colaboração da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), nomeadamente da equipa operacional da SPEA Açores.







A exposição consiste na utilização de diferentes materiais, como rochas, fibras, solos e madeiras. Assim a SPEA, ficou responsável pela parte das fibras, nomeadamente a montagem de uma estrutura feita com folhas de conteira (fibra).



O processo de preparação e recolha do material para a exposição foi sem dúvida a parte mais demorada do trabalho, sendo que este trabalho inicial consistiu em recolher o máximo de folhas de conteira possível e prepará-las para a montagem na estrutura. A estimativa total de conteira recolhida ronda as cerca de 20 000 folhas.

A montagem na estrutura com a aplicação das 20 000 folhas foi relativamente rápida, excepto a parte inicial, telhado da estrutura, em que a equipa operacional demorou um pouco mais tempo que o previsto.



A exposição foi inaugurada no dia 18 de janeiro e foi muito gratificante perveber que o trabalho intensivo valeu a pena tendo recebido rasgados elogios pelos visitantes.



Uma palavra de agradecimento ao Dr. Francisco Fernandes, Director do LREC e ao Curador da exposição o Dr. Bernardo Rodrigues pelo interesse demonstrado em fazer com que a SPEA apoiasse e fizesse parte na realização desta exposição.

Áreas Marinhas Protegidas II


As Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) voltaram à Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira e ao Jardim de Infância "Planeta Azul" mais uma vez. No ano anterior os alunos obtiveram uma formação mais geral sobre a importância das AMPs, em 2020 a temática foi aprender a identificar e situar geograficamente as Áreas Marinhas Protegidas nos Açores, em particular os Parques Marinhos dos Açores, locais essenciais como áreas de forrageio e alimentação para espécies como as aves marinhas, cetáceos, tartarugas marinhas, e grandes pelágicos (como os tubarões e atuns), devido à agregação de presas (pequenos pelágicos e mesopelágicos) com os montes submarinos e eddies, locais de maior produtividade em zonas oceânicas. Além de aprofundarem conhecimentos, os alunos relembraram ainda conhecimentos adquiridos previamente sobre as espécies em questão e como as áreas marinhas protegidas contribuem para a sua conservação.


Alunos a identificarem as espécies presentes nas AMPs. Foto: Noélia Lanchas

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Novo site para um centro mais funcional

O Centro Ambiental do Priolo inicia o ano de 2020 com novidades. Publicou-se hoje um novo website com um design mais simples, mas acima de tudo funcional, que poderá ser consultado em www.centropriolo.com.



Esta nova ferramenta possuí novas valências face ao anterior modelo e será mais um passo na direção de tornar este centro mais apelativo para os que procuram saber mais sobre a sua atividade, mas também prático para os que pretendem participar nas atividades, designadas de Tours, que o centro tem disponibilizado desde 2019 aos seus parceiros e aos que o visitam. 

Em 2020, a SPEA irá apostar em continuar a inovação e o bom serviço deste centro tendo em vista garantir a sustentabilidade do mesmo, que desde o encerramento do Projeto Life+ Terras do Priolo em 2019, se encontra sem financiamento garantido.

 A SPEA convida à visita do novo site e agradece qualquer sugestão.

Bom Ano para todos!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Formação sobre o serviços dos ecossistemas e TESSA em São Tomé e Príncipe

No final do mês de novembro, Azucena de la Cruz, co-coordenadora da SPEA-Açores, esteve em São Tomé e Príncipe a colaborar com o projeto ECOFAC IV, do qual a SPEA, é parceira com uma formação para técnicos de entidades governamentais e ONGs (OIKOS, BirdLife África e Fundação Príncipe) sobre avaliação de serviços dos ecossistemas e TESSA - Toolkit for Ecosystem Service Site-Based Assessment.







A formação envolveu trabalho em sala de aula e visitas de estudo para identificar impactos e ameaças ao Parque Natural e realização de exercícios com teste de metodologias simples para conhecer o uso que as comunidades dão aos seus recursos naturais.


A avaliação dos serviços dos ecossistemas do Parque Natural d´Obô pretende contribuir para a gestão sustentável tanto desta área protegida como da sua área tampão. Nesta área tampão existem várias comunidades que dependem para a sua subsistência da exploração dos recursos naturais do seu entorno e alguns destes usos são realizados de maneira não sustentável com impactos significativos na biodiversidade e na conservação do Parque. Identificando os serviços dos ecossistemas e os usos que as comunidades realizam poderá ser mais fácil promover um uso sustentável do território compatível ou até que favoreça a conservação da área protegida.



Esta colaboração será continuada em 2020 com a realização de uma Avaliação Rápida dos Serviços dos Ecossistemas do Parque Natural d'Obô em São Tomé e no Principe junto da associação OIKOS.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Sentinelas do Oceano: aves marinhas presentes no MarSP


No passado dia 6 de dezembro a SPEA esteve presente na última conferência do projecto MarSP como parte interessada no Ordenamento do Espaço Marítimo da Macaronésia, e mais concretamente nos Açores, no qual tivemos o prazer de colaborar como partes interessadas ao longo do projecto.


Apresentação durante a final conferência do projecto MarSP. Fotos: Luz Paramio e Carlos Silva

Nesta última conferência foi-nos ainda possível apresentar os trabalhos desenvolvidos nos Açores nos projectos LuMinAves e MISTIC SEAS II com o intuito de atualizar a informação sobre as aves marinhas e implementar e uniformizar metodologias de modo, a que a informação recolhida contribua não só para conhecer o estado das populações das mesmas, como avaliar a sua saúde e avaliar desta forma o Bom Estado Ambiental da Macaronésia, através destas espécies que são Sentinelas do Oceano, de forma a reportar às Directivas (DOEM e DQEM) e contribuir para a conservação das aves marinhas e do Oceano a que chamam casa.

Para mais informação:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=zAAzc3aPabY&feature=emb_logo