O ano letivo 2025/2026 trouxe-nos novos Eco-Guardiões dos Açores e resultados que mostram como a educação ambiental pode ganhar forma nas mãos dos alunos, dos professores e das comunidades escolares.
Desenvolvido pela SPEA Açores no âmbito do projeto INTERREG MAC CircularOcean, o Eco-Guardiões desafiou escolas e grupos educativos a olhar para o lixo marinho, a reutilização de materiais e a proteção do oceano de forma criativa, participativa e transformadora. Ao longo do ano, cinco turmas/grupos aceitaram este desafio, envolvendo diretamente e indiretamente mais de 500 pessoas entre alunos, professores, famílias, comunidade escolar e visitantes das exposições.
Na EB/JI Monsenhor João Maurício Amaral Ferreira, com o apoio da professora Maria de Jesus Ferreira, os alunos aceitaram o desafio das “Criações Circulares” e deram nova vida a materiais reutilizados, criando presépios com uma forte componente criativa e ambiental. Os trabalhos foram expostos na escola e no Posto de Turismo da Povoação, chegando a cerca de 100 visitantes e levando a mensagem da reutilização para além da sala de aula.
Na Escola EBI 2/3 dos Ginetes, as turmas 6.ºA e 6.ºB, com o apoio da professora Fátima Costa, mergulharam no tema do oceano através da arte. A partir de plásticos, papéis, cartão e outros materiais recicláveis, os alunos criaram “pequenos oceanos” e animais marinhos, num processo que passou pela pesquisa, esboço, desenho, ilustração e construção. Algumas destas criações foram ainda integradas em novos materiais de sensibilização do projeto CircularOcean, mostrando como o trabalho dos alunos pode chegar à comunidade e inspirar novas atitudes.
Também o ATL da Lomba do Botão, com o apoio da professora Cristina Vasconcelos e da equipa ATL, voltou a seguir a via criativa, demonstrando que todos podem ser Eco-Guardiões quando há vontade de aprender, imaginar e agir pelo ambiente.
Para a SPEA Açores, estes resultados mostram o papel essencial das escolas na construção de uma cidadania ambiental ativa. O Eco-Guardiões é uma semente lançada nas salas de aula, mas que cresce nas comunidades, nas praias, nos espaços públicos e nas escolhas do dia a dia.
A todos os alunos, professores, educadores e parceiros que fizeram parte desta edição, o nosso muito obrigado. O oceano precisa de guardiões atentos, criativos e persistentes, e este ano ficou claro que eles já estão no terreno.
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