quinta-feira, 19 de março de 2026

SPEA presente no XIV Congresso Internacional FAUNA de 2026

A SPEA participou no XIV Congresso Internacional FAUNA de 2026, que decorreu de 13 a 15 de março em formato online, com a apresentação de um poster científico sobre o trabalho de triagem e salvamento realizado pela SPEA, durante as brigadas do SOS Cagarro em Vila Franca do Campo.

Foto: Beatriz Martins

Este poster pretendeu divulgar resultados preliminares da metodologia de triagem veterinária que tem vindo a aplicar desde 2024 nas brigadas de resgate de cagarros em Vila Franca do Campo, São Miguel, envolvendo voluntários, biólogos e veterinários. Esta metodologia tem permitido realizar procedimentos básicos de primeiros socorros aos cagarros resgatados no local, melhorar a ação no terreno e a aquisição de novo conhecimento sobre a espécie e as suas ameaças face à poluição luminosa.

Este trabalho desenvolveu-se no âmbito da Campanha SOS Cagarro coordenada pela Direção Regional de Políticas Marítimas, com o apoio do Parque Natural da Ilha de São Miguel, Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, Marina de Vila Franca do Campo, Lotaçor, Clube Naval de Vila Franca do Campo, Azores Whale Watching Terra Azul, Programa European Solidarity Corps e todos os voluntários que colaboraram nas brigadas de resgate.

Poster apresentado no congresso


Trabalho continua para proteger as noites da ilha Graciosa

No âmbito do projeto LIFE Natura@night, a nossa equipa deslocou-se à ilha Graciosa para substituir fotómetros, equipamentos que nos ajudam a conhecer melhor o impacto da poluição luminosa nos nossos céus noturnos.



Este trabalho é especialmente importante numa zona de grande valor para as aves marinhas, em particular para o nosso painho-de-Monteiro. Ao recolhermos estes dados, conseguimos compreender melhor como a luz artificial afeta a biodiversidade noturna e apoiar soluções mais amigas da natureza.

Proteger a noite é também proteger a vida que depende dela.

Saiba mais em https://naturaatnight.spea.pt/


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Conheça os novos estagiários da SPEA Açores

A SPEA Açores dá as boas vindas a dois novos estagiários: Sonja Kiefer e Cristiano Medeiros estarão na SPEA pelos próximos 3 a 5 meses, apoiando nos trabalhos nos viveiros de produção de plantas, monitorizações, restauro de habitat Educação Ambiental no Centro Ambiental do Priolo.

Sonja Kiefer, é natural da Alemanha e estudou ciências ambientais, conservação da natureza e sustentabilidade em Freiburg e Hildesheim. Visitou os Açores há dois anos, tendo ficado "fascinada pela sua natureza, paisagem e vida selvagem". 

Sonja procurou um estágio que lhe permitisse integrar o seu amor pela natureza e interesse pela avifauna, de forma a obter uma compreensão mais profunda do ambiente natural único da Região. Para além disso, poderá trabalhar na área de Educação Ambiental no Centro Ambiental do Priolo, já que considera que "a sensibilização e a educação do público são essenciais para o sucesso da conservação da natureza".

O Cristiano Medeiros, tem 17 anos e frequenta o curso profissional de Técnico de Recursos Florestais e Ambientais, na Escola Profissional do Nordeste. É natural da Lomba da Fazenda, 

O Cristiano refere que "sempre tive um grande interesse pela área ambiental e florestal, o que me levou a escolher este curso e a procurar uma experiência de estágio nesta área". Por isso escolheu estagiar com a SPEA já que considera que "o trabalho desenvolvido por esta entidade vai ao encontro dos meus interesses e objetivos profissionais".

Irá desenvolver trabalhos nos viveiros de produção de plantas, monitorizações e participar e ajudar nos trabalhos de restauro de habitats desenvolvidos pela SPEA.

A SPEA dá-lhes as boas vindas e espera que os próximos meses sejam muito enriquecedores!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Restaurar a turfeira para garantir o nosso futuro

A SPEA assinalou, no dia 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Húmidas, relembrando a importância destes ecossistemas vitais para o clima, a água e a biodiversidade. As zonas húmidas são aliadas silenciosas do território, pois acumulam água, armazenam carbono e reduzem riscos, mas estão entre os ecossistemas mais ameaçados pelas pressões humanas, razão pela qual a SPEA, há mais de 20 anos, desenvolve trabalho de restauro ecológico em diferentes habitats, incluindo zonas húmidas, com especial destaque para a recuperação de linhas de água e turfeiras no Planalto dos Graminhais em São Miguel, Açores.

Foto: Tarso Costa

As zonas húmidas desempenham um papel crucial em serviços de ecossistema essenciais contribuindo para mitigar as alterações climáticas; ajudando a manter a disponibilidade hídrica ao longo do ano; redução do risco de cheias, e funcionando como refúgio de biodiversidade, suportando espécies e comunidades altamente especializadas. Apesar do seu enorme valor ecológico e social, estes ecossistemas são particularmente vulneráveis a drenagens, alterações do uso do solo e introdução de espécies exóticas, ameaças que degradam rapidamente a sua capacidade de funcionar como “esponjas naturais” de proteção do território.

O trabalho da SPEA no restauro da turfeira do Planalto dos Graminhais, em São Miguel, começou em 2009 com o LIFE Laurissilva (2009–2013), foi reforçado a partir de 2021 com o LIFE IP Azores Natura e, atualmente, decorre no âmbito do SpongeBoost, um projeto europeu de investigação e inovação colaborativa que inclui os Graminhais como um dos sete estudos de caso na Europa, visando avaliar os efeitos do restauro já realizado e testar soluções baseadas na natureza com potencial de replicação noutras turfeiras europeias.

Foto: Filipe Figueiredo

“Mais de uma década após as primeiras intervenções, os resultados do restauro da turfeira dos Graminhais já são visíveis. Tanto através de imagens de satélite como na monitorização da comunidade vegetal, que evidenciam a regeneração das espécies nativas, incluindo o musgão (Sphagnum spp.). Estas são as verdadeiras esponjas naturais que nos protegem em silêncio” Segundo Tarso Costa, Técnico da SPEA.

Foto: Tarso Costa

A SPEA mantém na turfeira do Planalto dos Graminhais, há mais de quatro anos, um sistema de monitorização hidrológica com sensores que medem precipitação, água armazenada e o caudal da Ribeira da Achada, recolhendo dados para compreender como a turfeira responde aos eventos extremos de chuva e esta informação já deu origem a uma dissertação de mestrado (RWTH Aachen University), que através de modelação hidrológica demonstrou que o restauro permite reter mais água, libertá-la de forma mais gradual e reduzir o risco de cheias a jusante, reforçando a adaptação às alterações climáticas.

“Após anos a monitorizar o funcionamento das turfeiras, já temos dados científicos que reforçam a importância da turfeira na redução dos riscos de cheias e que nos dizem as turfeiras são verdadeiras “esponjas” da paisagem, e importantes reservatórios de carbono e água, essenciais para enfrentar um clima cada vez mais instável. “refere Tarso Costa.

Foto: Yasmin Redolosis

Neste Dia Mundial das Zonas Húmidas, a SPEA sublinha a importância de avaliar cientificamente os efeitos do restauro ecológico, reforçar a colaboração entre instituições nacionais e internacionais e investir em engenharia natural para recuperar áreas degradadas.

O restauro das zonas húmidas beneficia não apenas a biodiversidade, mas também as pessoas, ao contribuir para a segurança hídrica, a redução de riscos naturais e a mitigação das alterações climáticas. Proteger e recuperar estes ecossistemas é investir num futuro mais resiliente para todos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

2025, foi um ano em cheio!

Em 2025, a SPEA Açores voltou a apostar no restauro de habitats e da vegetação natural dos Açores e na educação ambiental e sensibilização do público para a conservação da natureza e da avifauna do nosso arquipélago.

A ciência cidadã e o envolvimento de voluntários continuaram no centro da nossa missão: mobilizamos voluntários, escolas, empresas e comunidades locais para proteger o oceano, as florestas nativas e as aves que fazem dos Açores um lugar único.

Arregaçámos as mangas e fomos para as praias, molhámos os pés nas turfeiras e aventurámo-nos ainda mais para dentro da floresta Laurissilva. Continuámos a produzir plantas nativas, a criar e recuperar trilhos em áreas protegidas e a promover a observação e monitorização de aves, bem como o turismo sustentável nas Terras do Priolo.

Para perceber melhor o impacto deste trabalho, vale a pena olhar para os resultados de alguns dos projetos que a SPEA Açores implementa no arquipélago. Seguem-se alguns dos principais destaques de 2025:


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

SPEA participa em iniciativas de educação ambiental na ilha do Pico

Na semana passada, dois técnicos da SPEA deslocaram-se à ilha do Pico para participar em duas atividades de grande relevância para a sensibilização ambiental nos Açores.

SPEA no “Mês da Ciência” da Escola da Madalena

Entre 20 e 22 de novembro de 2025, decorreu na EBS da Madalena do Pico mais uma edição da Feira de Ciência, integrada no Mês da Ciência da Direção Regional da Ciência, Inovação e Desenvolvimento. 



A SPEA marcou presença com uma atividade dedicada às turfeiras dos Açores e ao seu crucial “efeito-esponja”, especialmente relevante num contexto de alterações climáticas. Sendo que neste momentos estamos a monitorizar uma área de turfeira no Planalto dos Graminhais, no âmbito do projeto Horizon Europe da União Europeia, SpongeBoost.



No conjunto dos dois dias, o evento contou com 910 participantes, entre comunidade escolar e público geral.


Fotos: Yasmin Redolosis



Apresentação do livro infantil sobre o Priolo

Paralelamente, e integrado no Azores Birdwatching & Arts Festival, a SPEA participou na apresentação do livro infantil “O conto de Jaime”, dedicado ao Priolo, uma espécie emblemática cuja conservação tem sido o ponto central do trabalho desenvolvido pela SPEA nos Açores.


Esta iniciativa permitiu reforçar a importância da educação ambiental desde a infância, aproximando o público mais jovem da biodiversidade única dos Açores.

 



Fotos: Terry Costa


A SPEA agradece aos organizadores de ambos os eventos bem como a todas as pessoas que participaram nas atividades.


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Aves costeiras à vista: novo período de contagens Arenaria nos Açores

 De 1 de dezembro a 31 de janeiro, arranca uma nova época do Projeto Arenaria, o censo nacional de aves costeiras invernantes, que conta com a participação de voluntários ao longo de toda a costa portuguesa – incluindo, claro, as ilhas dos Açores.

Trata-se de um projeto de ciência cidadã que, desde 2009/10, reúne investigadores e voluntários para monitorizar a distribuição e abundância das aves costeiras nas praias e costas de Portugal.

Foto : Calidris-alba_DanielPetterssonCCBYNC20

Ano após ano, as contagens permitem perceber como evoluem as populações de espécies que usam a nossa orla costeira no inverno e sensibilizar para a importância de conservar estes ecossistemas.

Entre as espécies mais frequentemente registadas estão o pilrito-das-praias, a rola-do-mar e o borrelho-de-coleira-interrompida, aves limícolas que percorrem milhares de quilómetros para passar o inverno nas nossas costas e que dependem das zonas entre marés para se alimentar.

Foto: Pilritos das Praias de ArthurTLaBarCCBYNC20
Foto: Rola do mar de Pedro Martins

Nos Açores, o objectivo é cobrir o máximo possível de troços costeiros, desde arribas rochosas a zonas arenosas e mistos, contribuindo para um quadro nacional e atlântico mais completo.

Assim podemos acompanhar tendências populacionais de aves costeiras e marinhas; identificar áreas mais sensíveis à perturbação, poluição e alterações do uso do litoral e apoiar medidas de conservação e ordenamento da orla costeira.

Foto: Pessoas na praia de Bruce Warrington @unsplash


Para esta contagem é recomendável ter alguma experiência na identificação de aves costeiras, mas quem está a começar pode participar em articulação com observadores mais experientes ou após formação – precisamente o objetivo do webinar que estamos a organizar nos Açores.


🎥 Webinar Projeto Arenaria: Censos de Aves Costeiras nos Açores

📅 28 de novembro de 2025

🕡 18h30 (Hora dos Açores)

📍 Online (Zoom)

💰 Participação gratuita

As inscrições no WEBINAR são feitas através do formulário online