quinta-feira, 15 de julho de 2021

Sons da Macaronésia terminam o trabalho de campo nos Açores

 O trabalho de campo do projeto Seabird Macaronesian Sound, Sons da Macaronésia, terminou na passada semana, no total foram monitorizados 42 pontos, entre Corvo, Flores, Faial, São Jorge e Santa Maria com o intuito de atualizar a distribuição e abundância de 4 espécies de Procellariiformes, particularmente de frulho Puffinus lherminieri, estapagado Puffinus puffinus, roque-de-castro Hydrobates castro, painho-de-monteiro Hydrobates monteiroi em zonas inacessíveis, através da monitorização acústica passiva.

Sons da Macaronésia no Corvo. Vídeo Alejandra Rueda Moral

No próxima ano a equipa prevê continuar os trabalhos nas restantes ilhas, São Miguel, Terceira e Pico e ter assim as populações destas espécies atualizadas, o que facilita a implementação de medidas de conservação e a elaboração dos Planos de Ação para espécies.

O projeto contou com a participação de 4 voluntários e dos Parques Naturais de ilha, sem os quais o trabalho não teria sido possível, o que contribuiu para a capacitação de equipas e fomenta a implementação desta metodologia autónoma e de baixo-custo a longo prazo, cumprindo com monitorizações úteis para reporte à Diretiva Aves e Diretiva Quadro Estratégia Marinha.


Aves marinhas tem 300 novos ninhos artificiais nos Açores

Durante o mês de junho e julho a equipa do Projeto LIFE IP AZORES NATURA (SPEA, DRAAC, DRAM, Parques Naturais de ilha e voluntários) instalaram 300 ninhos artificiais para aves marinhas, nomeadamente, para frulho Puffinus lherminieri, alma-negra Bulweria bulwerii e painhos, Hydrobates castro e Hydrobates monteiroi na Graciosa (ilhéu da Praia e ilhéu de Baixo) e em Santa Maria (Ilhéu da Vila).


Ninho artificial alma-negra e frulho no ilhéu de Baixo

Voluntária a numerar os ninhos artificiais no ilhéu de Baixo

Equipa do projeto e voluntários no ilhéu da Praia. Foto: Verónica Neves


Ninhos artificiais no ilhéu da Vila. Foto: Rita Câmara

A instalação destes ninhos permite assim, aumentar o habitat disponível para estas espécies menos conhecidas e mais vulneráveis, da família dos cagarros Calonectris borealis, facilitar a monitorização pois permite um acesso mais fácil às espécies e com menor impacto, diminuir a competição interespecífica e diminuir o acesso a predadores. Os ninhos irão ainda ser alvo de melhoramentos e para atrair as espécies potenciando a ocupação dos ninhos, serão colocados excrementos, penas e sacos com odor e um sistema de atração de som, esperando-se que durante os próximos anos haja casais reprodutores a ocupar estas áreas.

Corvo já tem o único Laboratório de Eficiência Energética nos Açores

Na passada semana uma equipa do Instituto de Astrofísica das Canárias e da SPEA instalou 10 fotómetros na ilha do Corvo no âmbito do Projeto EELabs. A rede de fotómetros número 4 faz parte de um conjunto de Laboratórios de Eficiência Energética na Macaronésia que medirão o brilho do céu e avaliarão as noites naturais da Macaronésia, a informação recolhida é também útil para verificar a poluição luminosa na atmosfera ao longo do tempo, podendo ser correlacionada com as alterações climáticas e com experiências de avaliação do impacto desta ameaça nas aves marinhas até 2023. 

Fotómetro na Reserva Biológica do Corvo. Foto: Samuel Perera

Neste caso, será montado um sistema autónomo no próximo ano para avaliar o impacto da poluição luminosa sobre a população adulta de cagarro Calonectris borealis na ilha do Corvo durante o período de desenvolvimento da cria. Durante a instalação foram ainda tidas reuniões com a Câmara Municipal do Corvo, Parque Natural de ilha e Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira que reforçaram o seu apoio ao projeto.

A informação recolhida será essencial para a criação de uma normativa municipal e regional que permita minimizar o impacto desta ameaça a longo prazo nas aves marinhas e nas noites naturais, permitindo reforçar a natureza pristina da Macaronésia.

Para mais informação:


https://www.rtp.pt/acores/local/instalado-no-corvo-o-unico-laboratorio-de-eficiencia-energetica-dos-acores-video_72302?fbclid=IwAR21B-U3sDDFSAd_w_qmWTNGGfv3e4-Ob_rP5sqi5BtPGJfLtfF74DiZq_8

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Verdilhão a nidificar em São Jorge

O primeiro registo de nidificação de Verdilhão (Chloris chloris) na ilha de São Jorge foi confirmado esta semana. A equipa da SPEA Açores está a realizar o III Atlas das Aves Nidificantes, último ano do projeto, com a ajuda do voluntário Olivier Coucelos.

Foto: Ján Svetlík

O verdilhão foi introduzido nos Açores, mas a sua distribuição não é muito ampla, sendo observado sempre poucos indivíduos muito localizados. 

Com este registo de vários juvenis observados na zona sul do aeroporto de São Jorge, já são quatro as ilhas onde esta espécie nidifica: São Miguel, Terceira, Pico e São Jorge. A nidificação desta espécie ainda não foi confirmada no Faial, onde é provável que existam registos de nidificação.

Cagarro reprodutor no Anel da Princesa encontrado morto na ilha de Tenerife

Um cagarro Calonectris borealis reprodutor habitual no ilhéu de Vila Franca do Campo e anilhado no dia 6 de julho de 2015, foi encontrado morto na Praia de La Arena, em Tenerife no dia 29 de abril de 2021. Não forem encontrados indícios de ferimentos, pelo que a causa da morte aparenta ser natural, indiciando apenas que o mesmo não chegou à sua área de nidificação na migração de regresso, ou simplesmente poderá ter optado por não se reproduzir, se a sua condição corporal não era a ideal, não estando ainda afastada a hipótese de qualquer causa não identificada.

Cagarro adulto em incubação. Foto: Tânia Pipa

A captura-marcação-recaptura com anilhas metálicas continua assim a constituir uma importante ferramenta para a monitorização do estado das populações de aves marinhas, em particular no Ilhéu de Vila Franca do Campo, onde os adultos são anilhados regularmente desde 2009 podendo assim obter informação sobre a taxa de sobrevivência da espécie nesta colónia e como também está a ser implementado no âmbito do Projeto LIFE IP AZORES NATURA, nas colónias alvo do projeto.

Aves marinhas no Evento formativo Recuperação de Ecossistemas em Santa Maria

No dia 29 de junho a SPEA apresentou os trabalhos de conservação e monitorização de aves marinhas na região ao longo da última década, no evento formativo "Recuperação de Ecossistemas" organizado pelo Parque Natural de Santa Maria em colaboração com o município de Vila do Porto e que decorre em formato online de 28 de junho a 9 de julho na plataforma zoom.


Evento formativo na conservação e monitorização de aves marinhas. Foto: Município de Vila do Porto


O evento exclusivamente direcionado para professores, educadores ambientais que será creditado pela Direção Regional de Educação contou com 16 participantes, que ficaram a conhecer as espécies de aves marinhas nidificantes na região, as suas ameaças prioritárias e as medidas passadas e em vigor para preservar umas das espécies mais características da região. Pretende-se desta forma que estes educadores possam adquirir valências, que possam ser passadas às crianças e jovens e no futuro contribuir para uma melhor proteção destas espécies.


quinta-feira, 17 de junho de 2021

A Campanha #MUDARPORUMOCEANOMAISAZUL já começou

 A SPEA iniciou este mês a campanha online #MUDARPORUMOCEANOMAISAZUL. Esta está inserida nas ações de sensibilização do projeto OCEANLIT do qual a SPEA é parceira e cujo foco é o lixo marinho. 

Durante esta campanha e até ao final do mês de julho qualquer pessoa pode ganhar prémios azuis enquanto descobre mais sobre esta problemática com as dicas que vamos deixando nas redes sociais mas também participando ativamente através de pequenas mudanças no seu quotidiano para promover a redução do lixo marinho.  

Todos podem contribuir para minimizar este problema que afeta todos os organismos marinhos mas também nos afecta a nós. Não se esqueça de #Mudar por um Oceano mais azul. 

Siga –nos no facebook e procure o #Mudarporumoceanomaisazul