domingo, 8 de abril de 2018

Centro Ambiental do Priolo acessível a todos

O Centro Ambiental do Priolo (CAP) está listado entre as infraestruturas acessíveis nos Açores e já pode ser encontrado na plataforma digital TUR4All. 

Nesta plataforma estão listadas várias estruturas de visitação em Portugal com condições adaptadas ao Turismo Acessível e foi com o objetivo de promover este tipo de turismo no nosso país que a marca Acessible Portugal criou esta plataforma. 

O CAP foi considerado 81% acessível ( autonomamente e com apoio) estando dotado de uma zona de atendimento próxima da entrada, circulação interior com cadeira de rodas total, instalações sanitárias adaptadas, entre outros.

A inclusão do CAP nesta plataforma  é um passo em frente para a promoção de um turismo sustentável e acessível para todos nos Açores, em especial nas Terras do Priolo ( Nordeste e Povoação) onde a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves - SPEA tem desenvolvido vários projetos para a preservação do priolo e para a sua sustentabilidade a longo prazo.

Visite esta plataforma e descarregue a aplicação móvel com toda a informação em https://www.tur4all.com/resources/centro-ambiental-do-priolo

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Conservação de aves marinhas de Santa Maria à Graciosa


Os trabalhos dos projectos LuMinAves e MISTIC SEAS II tem decorrido em estreita sinergia e com a colaboração da equipa OKEANOS da Universidade dos Açores. Durante o mês de Março uma equipa da SPEA e do OKEANOS deslocou-se a Santa Maria (mais precisamente ao ex-libris das aves marinhas na ilha do Sol, o ilhéu da Vila) para recolher a unidade de gravação automática (aí colocada com o intuito de estimar a abundância do roque-de-castro Hydrobates castro) no âmbito do pilar número 1 do projecto LuMinAves, o conhecimento.


Cria de frulho
Foto: TPipa

Foi ainda realizada a monitorização da abundância, sucesso reprodutor e taxa de sobrevivência de frulho Puffinus lherminieri  no âmbito do projecto Mistic Seas II. Foi com grande prazer que tivemos a acompanhar os trabalhos a directora do Parque Natural de ilha, a Dra. Rita Câmara que colaborou activamente e com bastante entusiasmo, tendo inclusive encontrado um dos ninhos de frulho, nas prospecções e inclusive anilhou outros 2. 

Dra. Rita Câmara a anilhar um frulho no ilhéu da Vila
Foto: Miriam Cuesta
No âmbito do pilar número 2 (divulgação) realizamos ainda em parceria com o Parque Natural de ilha uma sessão pública relativa ao LuMinAves (8 participantes, uma vez que teve que ser reagendada dado o cancelamento da equipa devido aos nevoeiros, que causaram ainda o cancelamento das actividades de educação ambiental, que tentaremos reagendar numa próxima visita).

Sessão pública sobre o projecto LuMinAves em Vila do Porto
Foto: Elizabeth Atchoi

Depois da ilha amarela seguimos para a ilha Branca e como habitual tivemos o apoio indispensável do Parque Natural da Graciosa, desde a ajuda na limpeza dos 50 ninhos artificiais para painho-de-monteiro Hydrobates monteiroi no ilhéu de Baixo, onde foi também recolhida a a unidade de gravação automática que aí se encontrava a recolher a informação para estimar a abundância do roque-de-castro.

Limpeza de ninhos artificiais de painho-de-monteiro no ilhéu de Baixo em colaboração com a vigilante Joana do Parque Natural de ilha
Foto: Carlos Silva

E no transporte para o ilhéu da Praia onde a monitorização da abundância, sucesso reprodutor e taxa de sobrevivência que decorreu num "encontro entre espécies", uma em fim de época de nidificação, roque-de-castro (ainda se encontravam algumas crias praticamente voadoras no ninho), uma em plena época de nidificação, o frulho e para terminar uma a iniciar a época de nidificação, o painho-de-monteiro (alguns indivíduos já se encontravam nos ninhos, primeiras prospecções).

Encontro de espécies, painho-de-monteiro à esquerda, frulho no meio e roque-de-castro à direita.
Foto: Elizabeth Atchoi

Para terminar,  é de ressalvar a importância das entidades locais (Parques Naturais nomeadamente) que com o seu conhecimento mais profundo do terreno contribuem para uma melhor aplicação e implementação dos trabalhos facilitando a nossa integração e o estabelecimento de contactos essenciais para a boa execução dos projectos.

45 000 novas plantas para o restauro ecológico da Floresta Laurissilva na Serra da Tronqueira

Nas margens da Ribeira do Guilherme, em plena área protegida da Serra da Tronqueira, o Projeto Life+ Terras do Priolo está a levar a cabo uma das suas ações de maior envergadura, a criação de um gradiente altitudinal de vegetação nativa, com o intuito de obter ao longo da encosta, um gradiente de espécies nativas que permita aumentar a disponibilidade de alimento para o Priolo, aproveitando as diferenças nos tempos de floração e frutificação, devido às diferentes altitudes.

             Plantação na área inferior, anteriormente coberta de incenso puro

A encosta selecionada apresenta um intervalo altitudinal entre 300 e 900 metros apresentando características edafoclimáticas propícias para a existência de três tipos distintos de Floresta Laurissilva dos Açores, nas cotas mais baixas Laurissilva mésica (atualmente quase extintas) caracterizadas por associações vegetais dominadas por Faia-da-terra (Morella faya) e Pau-branco (Picconia azorica), no meio da encosta, Laurissilva Húmida com associações vegetais de Louro (Laurus azorica) e Sanguinho (Frangula azorica), e nas cotas mais elevadas e expostas da encosta, Floresta Laurissilva Hipérhumida com Azevinho (Ilex azorica) e Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia).


  Estabilização de taludes nos acessos com medidas biofísica e plantas nativas

Os trabalhos de restauro têm prosseguido com maior intensidade nas áreas mais baixas dadas as elevadas densidades de espécies exóticas, especialmente a conteira (Hedychium gardnerarum) e incenso (Pittosporum undulatum), resultando em vastas áreas cortadas que agora têm de ser plantadas com espécies nativas.

                Estado original da área, manchas puras de espécies invasoras

Neste momento está a ser plantada uma área equivalente a 17 campos de futebol, em que vão ser necessárias mais de 120 mil plantas! Com vista a atingir este objetivo, chegaram a esta área mais 45 000 plantas de espécies endémicas e nativas produzidas nos Viveiros dos Serviços Florestais do Nordeste, fruto da parceria com a DRRF, que conjuntamente com os viveiros do Projeto, produzem todas as plantas necessárias para estes trabalhos de restauro ecológico.

                      Parte superior do gradiente com floresta Laurissilva

Agora e até final de Abril decorrerão as plantações nesta encosta, com a expectativa de no futuro voltarmos a ter manchas de floresta Laurissilva que estavam em risco de desaparecer nesta área protegida.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Dia da Árvore: a tradição mantém-se no Corvo


Assim, como em anos anteriores, a SPEA e o Parque Natural de ilha juntaram-se aos alunos da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira (EBSMS) para celebrar mais um dia mundial da Árvore. No total foram 30 as urzes Erica azorica plantadas na escola, fomentando mais uma vez o papel fundamental da recuperação de habitat para a conservação dos ecossistemas. 

Plantação de 30 urzes Erica azoricaFoto: Bàrbara Ambrós


Foi ainda celebrado o dia mundial da Água que se celebra a 22 de março. Num mundo onde as mudanças climatéricas tendem a aumentar a temperatura global, gerando mais secas, é importante valorizar os recursos naturais, usando-os de uma forma sustentável e ecológica, para que as gerações futuras possam usufruir de igual forma da Natureza, sendo a educação ambiental uma ferramenta essencial para atingir esse meio.

Dia da Árvore com a EBSMS
Foto: Bàrbara Ambrós
Muito obrigado aos alunos e alunas da EBSMS que estão sempre dispostos a contribuir para um Corvo mais verde!




terça-feira, 27 de março de 2018

Life+ Terras do Priolo recebe visita de membros do "Partners for the New Economy"

Foi no passado dia 24 de março, que o Projeto Life+ Terras do Priolo recebeu a visita de alguns elementos do "Partners for a New Economy" que estiveram reunidos na passada semana na freguesia de Furnas. 


Nesta visita, os elementos do "Partners for a New Economy" visitaram os Viveiros de Plantas dos Açores criados pelo projeto e por uma das áreas de intervenção mais recentes junto à Ribeira do Guilherme. Esta vista permitiu conhecer melhor a dimensão do trabalho desenvolvido nos últimos 15 anos pela SPEA e que tem permitido proteger o priolo da extinção.

A visita terminou no Centro Ambiental do Priolo, onde o grupo ficou a conhecer o esforço que o projeto tem feito para associar a conservação do priolo e os habitats naturais com o desenvolvimento sustentável dos concelhos em que se insere, através da criação de postos de trabalho, promoção do turismo sustentável e da educação ambiental junto dos mais novos.

Entre os visitantes encontrava-se a Diretora da Fundação MAVA, Lynda Mansson, que recorreu ao Twitter para agradecer a visita:

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A Partners for a New Economy é uma cooperativa de fundações internacionais interessada em alterar o modo como a economia funciona, para assegurar que esta esteja ao serviço das pessoas e do planeta.

A Fundação MAVA está sediada na Suiça e tem como principal missão conservar a biodiversidade em benefício das pessoas e da natureza, financiando, mobilizando e fortalecendo os parceiros e a comunidade ligada à conservação

quinta-feira, 22 de março de 2018

LIFE+ Terras do Priolo com três novas estagiárias

O Projeto LIFE+ Terras do Priolo recebeu esta semana três novas estagiárias vindas de Espanha. A Alba Villarroya, a Noelia Lanchas e a Beatriz Gómez irão colaborar nas ações de conservação do projeto LIFE+ Terras do Priolo, nomeadamente na monitorização da vegetação e nos trabalhos de produção de plantas nativas nos viveiros.




                                                 Alba Villarroya

As três frequentam o curso profissional de Técnico em Gestão Florestal e do Meio Natural no Centro de Capacitación Agraria em Villaviciosa de Odón (Madrid) e irão colaborar no projeto durante 3 meses, no âmbito do programa Erasmus +, ao mesmo tempo que irão realizar os seus trabalhos de fim de curso.

                                                 Noelia Lanchas

Os principais motivos pelos quais decidiram realizar o estágio com a SPEA foram a oportunidade de conhecer e de trabalhar noutro país adquirindo uma nova experiência, conhecer uma nova língua e cultura, assim como uma forma de aprender e colaborar com um projeto de conservação.

                                                   Beatriz Gómez

A SPEA dá as boas vindas a estas estagiárias e espera que esta experiência seja uma mais-valia para o seu futuro profissional.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Uma semana cheia de atividades....

Numa semana em que se celebra a chegada da Primavera e também o  dia da Árvore, a SPEA  Açores realizou inúmeras iniciativas com o objetivo de promover a sensibilização sobre a importância da preservação da floresta natural dos Açores - Laurissilva.

Começamos com a realização de uma plantação de espécies nativas dos Açores. Ocorreu no domingo, 18 de março, com o apoio da Divisão 11 do Lions Clube contando com 15 participantes que numa manhã plantaram mais de 400 plantas numa das áreas de intervenção do projeto LIFE Terras do Priolo. Esta iniciativa contou também com o apoio da associação Plantar Uma Árvore


Os mais jovens também foram visados esta semana e a equipa técnica da SPEA Açores, através do programa escolar do Centro Ambiental do Priolo (CAP), visitou a Escola Integrada dos Ginetes, onde se colocou a exposição "Uma Floresta, Um Futuro" e durante uma semana se irão realizar atividades sobre a floresta Laurissilva dos Açores. 



A semana não termina aqui e ainda está prevista uma plantação numa localização perto de si!

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