quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A cria da 5ª edição da Lua-de-mel no Corvo anda à procura de nome


A cria de Cagarro Calonectris borealis da 5ª edição da Lua-de-mel no Corvo está com 2 meses, pesa 1020g e já foi anilhada e à semelhança das edições anteriores gostaríamos de contar com a colaboração dos seguidores para escolher o nome da cria. 

Cria de Cagarro da 5ª edição Lua-de-mel no Corvo
Foto: T.Pipa

Para o fazerem basta sugerirem no facebook da SPEA ou do Centro Ambiental do Priolo até dia 9 de outubro. Escolheremos depois 3 dessas que irão a votos novamente pelos seguidores. A sugestão vencedora receberá a versão impressa do Atlas das Aves Marinhas de Portugal.

Contamos com a vossa colaboração. Continuem a acompanhar a cria de Cagarro mais famosa do mundo em http://cagarro.spea.pt/

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Descobrindo as plantas endémicas na orla costeira do Corvo

A SPEA realizou no dia 23 de Agosto mais uma actividade de educação ambiental inserida no Programa “Ciência nas férias” no Corvo. Esta foi a segunda saída de campo onde os pequenos corvinos (no total foram 6 os participantes) puderam aprender in situ os segredos da flora própria da costa dos Açores.





Alunos observando a flora
Foto: Sérgio Marín


A actividade teve lugar no trilho da costa, uma vez que este habitat costeiro apresenta espécies invasoras (o salgueiro Tamarix africana), e endémicas (vidália Azorina vidalii, Solidago azorica). Os alunos testaram a suas capacidades de observação e identificaram quais as espécies de flora que compõem a comunidade vegetal da orla costeira, assim como, os factores ambientais mais importantes e ainda os polinizadores que desempenham um importante papel na reprodução das plantas.

Para terminar, apuraram a sua capacidade de observação através da representação de uma planta observada, com a vidália (Azorina vidalii), género endémico dos Açores a revelar-se a preferida. 

Vidália Azorina vidalii
Foto: Bàrbara Ambrós 


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Terras do Priolo promovidas na Conferência EUROPARC 2017

Produtos típicos e a oferta ecoturística das Terras do Priolo, concelhos de Nordeste e Povoação, e do Parque Natural de São Miguel foram apresentados a mais de 300 participantes de 37 países, todos eles com atividade relacionada com a conservação da biodiversidade e das áreas protegidas na Conferencia da EUROPARC 2017 que decorreu nos dias 7 a 9 de Setembro nas Montanhas Mágicas (concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Castro Daire, Cinfães, São Pedro do Sul, Sever do Vouga e Vale de Cambra).




Para além de ser uma oportunidade de dar a conhecer às Terras do Priolo, a conferencia permitiu realizar um encontro de territórios com a Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) de Portugal para discutir as metodologias para avançar para as fases II e III desta metodologia que permitirão a inclusão de empresas turísticas e operadores turísticos nesta rede de promoção do Ecoturismo ligado à Áreas Protegidas da Europa.



NOTAS:

A Federação EUROPARC é uma Rede Europeia formada por entidades publicadas e privadas que trabalham pela conservação das Áreas Protegidas. Tem como objetivo melhorar a gestão das Áreas Protegidas na Europa através da cooperação internacional, o intercâmbio de ideias e experiências, e a influência das políticas públicas.

A Carta Europeia de Turismo Sustentável em Áreas Protegidas é uma ferramenta prática de gestão que permite às Áreas Protegidas desenvolver o turismo de forma sustentável.
É um processo dividido em 3 partes:
•    Tornando-se um destino sustentável - Carta Parte I
O primeiro passo é tornar a Área Protegida e o território envolvente num destino turístico sustentável. Este galardão é atribuído à entidade gestora da área protegida.
•    Parceiros sustentáveis nos Territórios com Carta - Carta Parte II
Permite que as empresas de turismo que operam no Território com Carta adiram à metodologia e sejam reconhecidas pela Federação EUROPARC.
•    Operadores de Turismo Sustentável em Territórios com Carta - Carta Parte III
Permite que operadores turísticos sustentáveis colaborem com às áreas protegidas e os parceiros turísticos para trazer turistas ao território. Esta fase já está em funcionamento em países como Espanha e França.

Países presentes na conferência:
Austria, Belgica, Bosnia, Brazil, Bulgaria, Croacia, Rep. Checa, Dinamarca, Egipto, Estónia, Israel, Italia, Letonia, Lituania, Finlandia, Francia, Georgia, Alemania, Grecia, Hungria, Islandia, Irlanda, Holanda, Noruega, Polonia, Portugal, Romania, Rusia, Eslovaquia, Eslovania, Espanha, Suecia, Suiza, Macedonia, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Terras do Priolo promovidas como destino turístico em Inglaterra

A SPEA esteve novamente presente na British Birdwatching Fair que se realiza anualmente em Rutland, Inglaterra, e representa o maior evento europeu dedicado à observação de aves.

Nesta feira, contam-se expositores de inúmeros vendedores de material ótico, livros, trabalhos artísticos, roupa e outro equipamento aplicado à observação de aves, mas também operadores turísticos que mostram e vendem programas de turismo ornitológico. Somam-se ao programa várias palestras e outras atrações, e todos os lucros da organização anual do evento são doados para projetos de conservação da BirdLife International.

 

No expositor da SPEA, foi promovido o turismo ornitológico em Portugal dando destaque a dois locais onde esta organização coordena projetos de conservação: o arquipélago das Berlengas e as Terras do Priolo. Cerca de 350 visitantes quiseram saber mais informações sobre estes destinos e, esperamos ver alguns deles, em breve, nas Terras do Priolo.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Plantas endémicas alvo de estudo na ilha do Corvo

A SPEA está a colaborar com a Universidade dos Açores na recolha de amostras de plantas endémicas dos Açores no Corvo (através do estagiário do Programa Eurodisseia, Sérgio Marín que se encontra a colaborar na implementação do Plano de Ação dos Pós-Projecto LIFE "Ilhas Santuário para as Aves Marinhas"), nomeadamente, Euphrasia azorica e as não-me-esqueças (Myosotis maritima; Myosotis azorica) espécies protegidas pela Convenção de Berna e pela Directiva Habitats, e inclusive endémicas do Grupo Ocidental, caso da M. azorica com uma distribuição e abundância extremamente pequena.

Não-me-esqueças Myosotis azorica
Foto: T.Pipa
 
A recolha de Myosotis é realizada com o intuito de estudar a genética de populações, pois ainda não existe informação sobre a variabilidade genética populacional destas plantas, o que é fundamental para a sua conservação. Recolhemos assim folhas (guardadas em sílica-gel para retirar a humidade e possibilitar a sua conservação) para analisar em laboratório na Universidade dos Açores.

No caso da E. azorica o objectivo é estabelecer um protocolo de germinação para a espécie e para isso precisamos saber se a espécie necessita de hospedeiros para germinar. Assim, foram feitas prospecções para encontrar as populações e foram recolhidas sementes de vários indivíduos das populações mais acessíveis, uma vez que esta tem como habitat preferencial falésias inacessíveis. As sementes serão posteriormente enviadas para a Universidade dos Açores que tentará a sua germinação em estufa sob condições controladas.

Recolha de sementes de Euphrasia azorica
Foto: T.Pipa 
Os trabalhos foram realizados no âmbito da licença 63/2017/DRA e em colaboração com o Parque Natural de ilha.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Life+ Terras do Priolo com novos estagiários e voluntários

Durante o mês de julho o projeto Life+ Terras do Priolo recebeu 3 novos estagiários naturais da Bélgica e uma voluntária, natural do distrito de Leiria. Achiel Buyse, Isabelle Tonglet e Pauline Legrand estão em São Miguel através do Programa Europeu Eurodisseia e o estágio terá a duração de 6 meses. Por seu turno, Sofia Santos, irá fazer voluntariado no projeto pelo período de 2 meses no âmbito da sua tese de mestrado.

"Olá, meu nome é Achiel Buyse, tenho 24 anos e sou natural da Bélgica. Eu fiz o meu mestrado em Belas Artes, com especialidade em Artes dos Media. O meu trabalho tem sido desenvolvido principalmente com áudio e vídeo, mas também fiz instalações digitais e experimentei programação. Estou fazendo um estágio na SPEA para fazer filmes curtos / documentários sobre os vários projetos que a SPEA está a desenvolver.
Estou muito contente com este trabalho porque me permite ter novas experiências, assim como me permite aprender melhor a língua portuguesa e conhecer a cultura dos Açores."

Achiel Buyse


"Olá! O meu nome é Sofia Santos, tenho 23 anos e sou do Souto da Carpalhosa (Leiria, Portugal).
Estudei Biologia em Coimbra e vou começar o Mestrado em Ecologia, também em Coimbra. Para a minha tese, queria muito ter um projeto de investigação relacionado com a conservação da natureza e surgiu a oportunidade de trabalhar com a SPEA em São Miguel, cujo foco principal reside na conservação do priolo.
O meu trabalho cá (em S. Miguel) começou muito recentemente e estou a adorar! A minha experiência passa por descobrir uma cultura portuguesa com a qual nunca tinha contactado, conhecer um local lindíssimo, que precisa da nossa intervenção para manter as suas características naturais e ,a parte mais importante, intervir e ganhar experiência da forma que mais me dá prazer, em contacto direto com a natureza.
Sei que será uma experiência muito enriquecedora, é meter mãos à obra."



                                                                       Sofia Santos

Isabelle Tonglet é natural da Bélgica, licenciou-se em comunicação social em 2014 pela Institut des Hautes Études de Communication Sociale (IHECS) (Bruxelas). Desde 2015 é educadora sócio-cultural numa associação quem faz rádio num bairro em Bruxelas. Entre 2008 e 2016, foi voluntária em diferentes associações que trabalham com crianças.
Em Julho de 2017, iniciou o seu estágio na SPEA no Centro Ambiental do Priolo na ilha de São Miguel.


                                                                     Isabelle Tonglet

"Chamo-me Pauline Legrand e nasci na Bélgica.  Em 2014 eu fiz a minha tese de mestrado em Bio-Engenharia sobre o impacto de um peixe invasor, "Peixe-dourado" no habitat do "Tritão-alpino". Após a minha graduação, trabalhei com uma outra espécie invasora durante dois anos : a Joaninha asiárica. O meu trabalho passava por estudar o porquê do comportamento desta espécie a tornar invasora.
Porque o problema das espécies invasoras é internacional, eu queria ganhar experiência no exterior e  assumir um novo desafio. Portanto, em julho vim fazer um estágio com SPEA em São Miguel, Açores, que trabalha para reduzir o impacto das plantas invasoras no habitat do Priolo. Através deste projeto, posso aprender o funcionamente dos projetos europeus, LIFE, na proteção do ambiente.
Fico muito contente e grata por poder ajudar a conservação da natureza dos Açores  e por aprender uma nova forma de vida e de trabalho."



                                                                 Pauline Legrand

A SPEA dá as boas vindas a estes novos colaboradores e espera poder contribuir, não só para a sua formação profissional, mas também para que esta experiência nos Açores seja enriquecedora e inesquecível.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Ciências nas Férias: Serão estes os Cagarros do futuro?


No dia 21 de Julho foi realizada mais uma vez uma actividade ambiental inserida dentro do programa Ciências nas Férias denominada “Cagarros de plástico, aves do futuro?”.

Resultado final da colagem: Cagarro de plástico, ave do futuro?
Foto: T.Pipa

Os milhões de plásticos que chegam ao mar provenientes de fontes terrestres decompõem-se em pedaços cada vez mais pequenos, chamados de microplásticos, que ao ser comidos pelos seres vivos são inseridos em toda a cadeia trófica afectando os organismos e inclusive o Homem. Estima-se que em 2050, 99% das aves marinhas terá consumido plástico (Wilcox et al.2015) e foi com base nesta informação que a actividade foi inspirada. 

Foram 11 os participantes  do Jardim de infância "Planeta Azul" e do programa de ocupação de tempos livres que com a ajuda de peneireiras filtraram um pouco do microplástico presente na areia, e que muitas vezes se confunde  com pedaços pequenos de conchas ou minerais.

Recolha de microplástico
Foto: Daniel Lima

No final, os microplásticos foram reutilizados para "colorir" um cagarro Calonectris borealis. O placard do cagarro será exposto na escola para sensibilizar os adultos e os mais jovens.

Colagem do microplástico
Foto: T.Pipa

Lembra-te: reduz, reutiliza e recicla o plástico, ao fazê-lo estás a salvar muitas vidas e a contribuir para um Planeta mais limpo.