quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Ciências nas Férias: Serão estes os Cagarros do futuro?


No dia 21 de Julho foi realizada mais uma vez uma actividade ambiental inserida dentro do programa Ciências nas Férias denominada “Cagarros de plástico, aves do futuro?”.

Resultado final da colagem: Cagarro de plástico, ave do futuro?
Foto: T.Pipa

Os milhões de plásticos que chegam ao mar provenientes de fontes terrestres decompõem-se em pedaços cada vez mais pequenos, chamados de microplásticos, que ao ser comidos pelos seres vivos são inseridos em toda a cadeia trófica afectando os organismos e inclusive o Homem. Estima-se que em 2050, 99% das aves marinhas terá consumido plástico (Wilcox et al.2015) e foi com base nesta informação que a actividade foi inspirada. 

Foram 11 os participantes  do Jardim de infância "Planeta Azul" e do programa de ocupação de tempos livres que com a ajuda de peneireiras filtraram um pouco do microplástico presente na areia, e que muitas vezes se confunde  com pedaços pequenos de conchas ou minerais.

Recolha de microplástico
Foto: Daniel Lima

No final, os microplásticos foram reutilizados para "colorir" um cagarro Calonectris borealis. O placard do cagarro será exposto na escola para sensibilizar os adultos e os mais jovens.

Colagem do microplástico
Foto: T.Pipa

Lembra-te: reduz, reutiliza e recicla o plástico, ao fazê-lo estás a salvar muitas vidas e a contribuir para um Planeta mais limpo.


Extensão CineEco Seia no Corvo 2017


Do 20 de Julho ao 23 de Julho realizou-se a 4ª edição da extensão do Festival ambiental CineEco Seia no Corvo, o único festival de temática ambiental que decorre em Portugal na cidade de Seia há 23 anos.
De modo, a abranger várias faixas etárias foram projectados 2 curtas-metragens (Semente: a história nunca contada - 94’; O Jovem e o Mar) mais viradas para os adultos e ainda 4 curtas-metragens (Lipe, vovô e o monstro | Uma Eco-quinta no topo do Mundo | Lucens | Árvore – 22’) para os mais pequenos. No total foram 41 os participantes que com boa disposição aprenderam mais sobre os problemas que afectam ao nosso bem mais precioso: a natureza. 


Extensão CineEco Seia Corvo 2017
Foto: Bárbara Ambros

A projecção destas curtas passam por sensibilizar as pessoas com os problemas ambientais que nos afectam a todos e dos quais somos responsáveis, em particular: o uso indiscriminado de pesticidas e herbicidas que posteriormente afectam as hortícolas que consumimos, a manipulação genética dos alimentos ou o gigantesco consumo de plástico a nível mundial, que termina no mar e rios contaminando todos os seres que neles habitam. Esta foi uma iniciativa conjunta no Corvo da SPEA, OMA, do Festival CineEco, da Câmara Municipal de Seia e teve como parceiros, a Santa Casa da Misericórdia do Corvo, Câmara Municipal do Corvo, Agrupamento de Escuteiros 1181 e o Parque Natural de ilha. 

A educar se preserva, só protegemos o que conhecemos e com o esforço de todos podemos fazer do planeta um lugar melhor!

Reserva Biológica do Corvo tem cria pela primeira vez


A primeira vedação antipredadores da Europa, a Reserva Biológica do Corvo tem pela primeira vez uma cria de cagarro Calonectris borealis. A cria nasceu no dia 24 de julho e é fruto da 2ª tentativa de nidificação do casal que desde 2015 prospectou pela primeira vez o topo superior da reserva. Em 2016 a nidificação foi confirmada com a postura de ovo, que infelizmente se revelou inviável. Felizmente este ano deu-se a eclosão da cria e se tudo correr como esperado esta abandonará com sucesso o ninho no final de Outubro. 


1ª cria da Reserva Biológica do Corvo
Foto: T.Pipa

De ressalvar que esta é a única cria na ilha do Corvo que não está ao alcance de predadores introduzidos como os gatos que são responsáveis por 84% dos eventos de predação das crias (Hervías et al. 2013). 

Cria predada por gato
Foto: T.Pipa
Este sucesso é fruto do trabalho realizado no âmbito do Projecto LIFE "Ilhas Santuário para as aves marinhas" e do Plano de implementação do Pós-projecto com a colaboração do Governo Regional, Parque Natural de ilha e da Câmara Municipal do Corvo.

sábado, 29 de julho de 2017

Priolo Visita Centro Ambiental do Priolo

Nos últimos dias, têm sido observados priolos no Centro Ambiental do Priolo. Estas observações têm suscitado muita curiosidade por parte dos nossos visitantes visto que não é habitual observar priolos nesta área.
O priolo é uma espécie endémica que necessita da Floresta Laurissilva dos Açores para a sua sobrevivência e é aí que encontra o seu alimento e refúgio. Fruto de mais de 10 anos de conservação, temos vindo a assistir a um aumento da sua população e melhoramento do seu estatuto de conservação que hoje em dia é vulnerável.

O priolo tem sido observado a alimentar-se de Hypericum humifusum, uma espécie herbácea muito comum nesta altura do ano no exterior do Centro.

Esperamos continuar a vê-los no Centro e dar oportunidade aos nossos visitantes de o ver.

terça-feira, 25 de julho de 2017

A Cria da Lua-de-mel V já nasceu


No passado dia 18 de julho pelas 13h37 eclodiu a pequena cria de Cagarro Calonectris borealis do casal de Cagarros mais famoso do Mundo que vai na 5ª edição e já teve mais de 94 000 visualizações desde a 1ª edição em 2011, de 71 nacionalidades diferentes. Para continuar a acompanhar o crescimento desta pequena cria até abandonar o ninho no fim de outubro basta ir a cagarro.spea.pt .


Esta é uma parceria entre a SPEA, a Câmara Municipal do Corvo, a MEO e o Governo dos Açores no âmbito da implementação do Plano de Ação do Pós-Projeto LIFE "Ilhas Santuário para as aves marinhas" e pretende dar a conhecer a época de nidificação da ave marinha mais emblemática dos Açores.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Life+ Terras do Priolo já iniciou a recolha de semente

Para podermos recuperar o habitat do Priolo, a Floresta Laurissilva dos Açores, é muitas vezes necessário reflorestar as áreas intervencionadas pelo Projeto Life+ Terras do Priolo. É com este intuito que produzimos espécies endémicas e nativas da Floresta Laurissilva dos Açores nos viveiros de produção de plantas do projeto.



Assim, durante os meses de verão, quando as plantas nativas começam a florir e a dar sementes, a equipa do projeto inicia a recolha de sementes, primeiro em zonas costeiras, com o bracel-da-rocha (Festuca petraea), depois a urze (Erica azorica) e por último a faia (Myrica faya) e o pau-branco (Picconia azorica). Há, no entanto, muitas outras espécies que não são tão conhecidas do público mas que também são recolhidas, como é o caso da diabelha (Plantago coronopus), o olho-de-mocho (Tolpis azorica), a vidália (Azorina vidalii), entre outras.


Seguidamente, inicia-se a recolha em áreas de maior altitude para espécies como o sargasso (Luzula purpureosplendens), a malfurada (Hypericum foliosum), o azevinho (Ilex azorica), o louro (Laurus azorica) e a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum). Este ano, com o apoio de novos estagiários, efetuaram-se dois dias de recolha que contabilizaram mais de 5 kg de sementes recolhidas. 



Durante os meses de agosto e setembro a recolha vai continuar de modo a não perder produção, com o objetivo de abranger uma diversidade de espécies, mais do que grandes quantidades de poucas espécies.

Atividade SOS invasoras nas Terras do Priolo

No dia 15 de julho 2017 realizou-se uma atividade do Ciência Viva no Verão denominada “SOS invasoras Terras do Priolo”. Esta atividade tem como propósito sensibilizar o público para a problemática das plantas invasoras.


Muitas das plantas que nos rodeiam foram transportadas do seu habitat natural para outros locais pelo que são denominadas plantas exóticas. Algumas destas espécies coexistem com as espécies nativas de forma equilibrada, mas outras há que se desenvolvem muito rapidamente e escapam ao controlo do Homem tornando-se nocivas – estas são designadas espécies invasoras.


Uma planta exótica passa a ser considerada invasora quando produz populações reprodutoras numerosas e separadas da inicial, tanto no espaço como no tempo, autonomamente do grau de perturbação do meio e sem a intervenção direta do Homem. Frequentemente a proliferação destas espécies promove alterações ambientais e/ou prejuízos económicos.


Na atividade SOS invasoras Terras do Priolo, foi usada uma aplicação (http://invasoras.pt/) desenvolvida pela Universidade de Coimbra com objetivo de mapear e localizar plantas invasoras com recurso ao GPS e camara fotográfica presentes em qualquer smartphone.


Realizou-se um pequeno percurso na ZPE Pico da Vara/Ribeira do Guilherme fazendo interpretação da Paisagem e reconhecendo as plantas invasoras.


Esta atividade contou com 4 participantes que se mostraram surpreendidos pelo número de espécies com caracter invasor e pela sua dispersão. No futuro, estes paticipantes esperam continuar a utilizar a aplicação para reportar a localização destas problemáticas espécies.

Existem alguns projetos de gestão e controlo de invasoras a decorrer em Portugal:
•    Projeto BRIGHT – Bussaco´s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats
•    Projeto Laurissilva sustentável
•    Projecto Terras do Priolo