quinta-feira, 16 de março de 2017

LIFE+ Terras do Priolo participou num workshop sobre o LIFE

Decorreu no teatro micaelense de 13 a 15 de março a sessão regional de divulgação e informação sobre o Programa para o Ambiente e a Ação Climática (LIFE) e Workshop de Capacitação - Açores, 2017. Inserido nas atividades do LIFE14 CAP/PT/000004 - Portugal Capacity Building for Better Use of LIFE.
O workshop visou a apresentação do Programa LIFE 2014/2020 e respetivas áreas prioritárias de financiamento. Entre outos temas o workshop incidiu em: áreas de possível enquadramento de projetos, tendo em conta o programa para o Ambiente e a Ação Climática (LIFE) e discussão e apoio ao enquadramento de ideias de projeto nos termos de referência e objetivos do Programa LIFE.
Foi também apresentado o novo site https://life.apambiente.pt/ onde é possível inserir uma ideia para projeto LIFE, beneficiando de apoio por parte da APA, é igualmente possível consultar os projetos aprovados em calls anteriores e requisitar a participação na bolsa de ideias, em que entidades cofinanciadoras públicas e privadas terão acesso, facilitando assim a interação e potenciando a qualidade e número de submissões Portuguesas.

Com este workshop, os participantes puderam realizar exercícios práticos de construção/desenho de projetos, incluindo o esclarecimento de dúvidas sobre o preenchimento de formulários, enquadramento e elegibilidade de despesas, soluções de engenharia financeira e aspetos formais associados à estruturação de parcerias, no sentido de maximizar a qualidade de possíveis propostas a apresentar.

A SPEA esteve presente neste workshop, com a participação do técnico do Projeto LIFE+ Terras do Priolo, João Torres

Equipa do Terras do Priolo encontra espigo-de-cedro

Os técnicos do LIFE+ Terras do Priolo têm contado desde o início do projecto com o auxílio incomparável de vários estagiários. Estes, por sua vez, beneficiam de uma formação nos valores naturais dos Açores cada vez que acompanham a equipa técnica. Numa das saídas de campo para monitorização da recuperação da vegetação pós-controlo de espécies exóticas, foi-lhes dada a conhecer uma espécie peculiar: o Espigo-de-cedro (Arceuthobium azoricum).

Espigo-de-cedro (Arceuthobium azoricum)
Foto: Ricardo Ceia
 
O Espigo-de-cedro é uma planta endémica dos Açores e um parasita aéreo de uma outra espécie endémica da região, o Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia).  Esta relação entre parasita e hospedeiro comprova a evolução conjunta destas duas espécies na região mas, dado que o Cedro-do-mato é uma espécie “vulnerável à extinção” segundo a Lista Vermelha para as Espécies Ameaçadas da IUCN, a dependência exclusiva deste hospedeiro representa uma ameaça para as populações de Espigo-de-cedro.

Embora a ocorrência da espécie na Serra da Tronqueira seja conhecida entre a nossa equipa, a espécie é rara em São Miguel.  Regressados ao escritório, os elementos da saída de campo verificaram mesmo que, em algumas páginas de divulgação na internet, a distribuição desta planta nos Açores não incluía a ilha de São Miguel. Este é, por isso, um dos motivos para descobrir a enorme riqueza ecológica da Serra da Tronqueira e apoiar os esforços diários da SPEA no controlo da invasão por espécies exóticas!

Plantando nativas dos Açores nas Furnas

Ontem, dia 14 de março, a equipa do Centro Ambiental do Priolo (CAP) esteve nas Furnas numa atividade diferente que juntou várias turmas da Escola Básica 1, 2, 3/JI de Furnas numa plantação de espécies nativas e endémicas dos Açores. Esta atividade resultou de uma parceria entre a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) e a Azorina  - Soc. Gestão Ambiental e Conservação da Natureza SA, está integrada no programa escolar do Centro Ambiental do Priolo e contou com o apoio da Agência Melo.

© Ana Mendonça


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Esta atividade teve como principal objetivo sensibilizar os alunos participantes para a importância da conservação da floresta Laurissilva dos Açores e do Priolo e desta forma comemorar o dia Mundial da Floresta que se celebra no dia 21 de março. Isto foi conseguido através da plantação de espécies nativas e endémicas da Floresta Laurissilva dos Açores, numa área de um antigo Pomar de Frutos das Furnas, recuperado no âmbito do projeto  POBHLF, desde 2008.

Os 33 alunos participantes tiveram então oportunidade de conhecer este pomar com 2,5 hectares e provar alguns dos produtos que ai se produzem e iniciaram a plantação em três patamares criados para recriar zonas baixas, médias e de alta altitude ainda na parte da manhã, com plantas cedidas pelos Viveiros de Produção de plantas nativas e endémicas do projeto LIFE+ Terras do Priolo e pelos viveiros do Pomar.

© Ana Mendonça

À hora de almoço, o grupo foi presenteado com uma sopa tradicional cozida nas fumarolas deste pomar, oferecida pelos técnicos deste pomar e consistindo apenas de produtos ai produzidos.

Na parte da tarde, e de mãos à obra novamente, os alunos concluíram a plantação com cerca de 400 plantas de diversas espécies nativas entre as quais algumas endémicas como é o caso do Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), folhado (Viburnum treleasei), urze ( Erica azorica), patalugo ( Leontondon sp.) , sargaço ( Luzula purpureosplendens), entre outras. 

A equipa da SPEA agradece a participação da Escola Básica 1,2,3 /JI das Furnas, dos docentes e alunos participantes e de todas as entidades que contribuíram para tornar esta ação de voluntariado um sucesso.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Continuam os trabalhos na Linha de Água

Continua a ser realizada a monitorização de um afluente da Ribeira do Guilherme inserido numa das áreas de intervenção do Projeto LIFE+ Terras do Priolo. O objetivo desta monitorização é caracterizar os principais parâmetros de qualidade da água para avaliar os efeitos da intervenção de restauro ecológico sobre esta linha de água secundária.




O LIFE+ Terras do Priolo está a realizar há mais de um ano a intervenção de restauro ecológico numa área de 28 hectares que constitui um gradiente altitudinal dos 300 metros até aos 900 metros situada na Serra da Tronqueira. Esta área é adjacente a um afluente da Ribeira do Guilherme de caudal permanente e em cujas margens podem-se encontrar povoamentos puros de espécies invasoras, nomeadamente Incenso (Pittosporum undulatum), e áreas de Floresta de Laurissilva invadida por espécies invasoras como a Cletra (Clethra arborea), Acácia-negra (Acacia melanoxylon) e também Incenso.




No seguimento deste trabalho, estão a ser recolhidas amostras de água e solo para análise no laboratório. Esta monitorização permite caracterizar o estado de esta linha de água antes, durante e após da intervenção, que deverá ser iniciada no verão, avaliando assim  os efeitos  sobre os principais indicadores de qualidade referidos na Diretiva Quadro da Água.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

CAP reabre com uma atividade nova

No passado dia 18 de fevereiro, a SPEA organizou mais uma atividade, inserida no Programa de Atividades para a População em Geral do Centro Ambiental do Priolo (CAP). Esta ação teve lugar no Nordeste e é uma das ações do projeto Life Terras do Priolo. 

A “Rota do Centro Ambiental do Priolo” contou com a participação dum Agrupamento dos escuteiros Pioneiros das Furnas, composto por 9 elementos. O objetivo desta atividade é promover a visitação do CAP e permitir a descoberta da flora e fauna existente neste local integrada na Zona de Proteção Especial (ZPE) Pico Vara / Ribeira do Guilherme.


Após uma visita à exposição permanente do CAP, os participantes realizaram um pequeno percurso na sua área circundante na qual tiveram uma explicação da biodiversidade local e uma visita ao “Jardim de Endémicas” uma pequena área com plantas nativas da Floresta Laurissilva dos Açores e onde os participantes puderam ver algumas das espécies desta floresta nativa como o louro (Laurus azorica); a urze (Erica azorica); o azevinho (Ilex azorica); o cedro do mato (Juniperus brevifolia); a uva da serra (Vaccinium cylindraceum); o folhado (Viburnum treleasei) e o queiró (Calluna vulgaris), entre outras.


Esta é uma atividade coincidiu com a reabertura do CAP ao público que recebeu os seus primeiros visitantes de 2017 neste dia e será uma das atividades permanentes que se irá repetir todos os primeiros sábados do mês e que esperamos complemente a visita ao CAP e a torne mais apelativa e completa para os que nos visitam.

A SPEA agradece a todos os participantes e esperamos contar com a vossa presença nas várias atividades que se irão realizar ao longo do ano.  


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

De Ossos nas Mãos em Ponta Garça

No passado dia 10 de fevereiro, a equipa da SPEA Açores do Centro Ambiental do Priolo (CAP) deslocou-se à Escola Básica Integrada de Ponta Garça para desenvolver a atividade "De Ossos nas Mãos" com duas turmas do 5º ano. Esta atividade foi realizada no âmbito do projeto LIFE Terras do Priolo e contou com a participação de 27 alunos.

Na primeira parte da atividade os alunos assistiram a uma palestra sobre as aves comuns dos Açores e a morfologia dos seus ossos assim como de algumas das suas diferenças de outros grupos animais. Foram abordados conceitos como evolução, adaptação e a importância destes processos e os seus papéis na criação de todas as espécies (animais, plantas, etc) e biodiversidade que conhecemos no mundo atual. Para permitir uma melhor compreensão foram utilizados ossos de outros grupos animais como é o caso de um crânio de um gato doméstico ou de um coelho bem como uma coleção de penas (plumoteca).

Depois, os alunos realizaram diversos jogos práticos onde tiveram que identificar algumas aves dos Açores, assim como alguns crânios, penas e ossos com a ajuda de diversas fotografias e ilustrações e ainda diversos ossos de espécies de aves dos Açores como o milhafre, pombo, estorninho-malhado, bufo pequeno de orelhas, galinhola, gaivota, entre outros.

Esta é uma forma diferente de ensinar e permite que os alunos com “ as mãos nos Ossos” aprendam conceitos que de outra forma que não seria possível sem estes materiais.

A equipa do CAP agradece a todos os professores e alunos que estiveram presentes nestas atividades, pelo interesse demonstrado e pela colaboração.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Família Tempestade Apresenta-se!

Em jeito de chegada anunciada da ave marinha mais emblemática dos Açores, o Cagarro Calonectris borealis, a actividade de educação ambiental do mês de Fevereiro consistiu em reavivar a memória e apresentar a família Tempestade, mais propriamente, a família Procellariidae (Procella, do latim, tempestade) que nidifica nos Açores ou passa regularmente, nomeadamente, o Cagarro, o Estapagado Puffinus Puffinus, o Frulho Puffinus lherminieri, o Cagarro-de-coleira Ardenna gravis (migrador de passagem), a Alma-negra Bulweria bulwerii, o Painho-da-Madeira Hydrobates castro e o Painho-de-Monteiro Hydrobates monteiroi.


Foram 38 os alunos (Jardim de Infância "Planeta Azul", EBSMS)que aprenderam a identificar estas espécies, quer pelas suas características morfológicas, época de nidificação, vocalização, distribuição entre outras curiosidades.



No final os conhecimentos apreendidos foram postos à prova através de um teste de identificação das espécies em questão, através de fotos, vídeos e sons.

Relembramos ainda os alunos do Clube do Ambiente que a classificação está muito próxima: 1º Cagarro, 2º Alma-negra, 3º Painho-de-Monteiro e 4º Estapagado, continuem o bom trabalho e no final do ano veremos qual das aves marinhas leva o troféu.