segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Corvinus, Penas, Grey, Mel ou Nando Santos...qual será a escolha?


Mais uma vez os seguidores da Lua-de-mel no Corvo colaboraram na sugestão de vários nomes para a cria de Cagarro Calonectris borealis mais famosa do Mundo. Uma semana após lançado o desafio e devido ao elevado número de sugestões foram escolhidas 5 em vez das habituais 3, nomeadamente: Corvinus, Penas, Grey, Mel e Nando Santos. Pedimos agora que votem nestas opções até ao final da semana, e a mais votada será escolhida. Para o fazer basta comentar na própria notícia ou então podem deixar mensagem na shoutbox da Lua-de-mel no Corvo.

Foto: T.Pipa

Fica desde já, um agradecimento a todos os que continuam a acompanhar a 4ª edição da Lua-de-mel no Corvo. Lembrem-se a sugestão vencedora ganha um guia de bolso das aves marinhas de Portugal.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SOS Cagarro - Como proceder quando encontrar um cagarro

A Secretaria Regional dos Recursos Naturais desenvolve anualmente a Campanha SOS Cagarro visando alertar a população açoriana para a necessidade de preservação desta espécie protegida que nidifica nos Açores. Esta campanha, em que a SPEA também colabora, decorre entre 15 de Outubro e 15 de Novembro, período que coincide com a saída dos cagarros juvenis dos ninhos para o primeiro voo transoceânico.

Durante esta saída dos ninhos é comum encontrarmos cagarros caídos dentro das povoações e até mesmo em estradas iluminadas. O que fazer quando encontramos um destes amigos de penas?



Primeiro passo:

Deverá assegurar-se de quem tem uma caixa de cartão onde colocar a ave e um cobertor ou um casaco que possa utilizar para pegar na ave (assim evita bicadas);

Segundo passo:

Com cautela aproxime-se do cagarro com o cobertor nas mãos e coloque-o sobre o animal, agarre-o bem, não deixando espaço para a ave se mexer e tentar dar-lhe uma bicada;

Terceiro passo:

Coloque o cagarro dentro da caixa, assegurando que tem alguns buracos para que possa respirar, e feche a caixa.


Depois de o ter em segurança pode soltá-lo ao amanhecer junto ao mar ou se preferir pode deixá-lo na esquadra da PSP mais próxima de si.

Este é um procedimento simples e protege uma ave característica dos Açores facilmente identificada pelo som que produz, animando as noites açorianas. Já sabe que ao salvar um cagarro está a contribuir para preservar esta espécie.

Saiba mais em http://www.azores.gov.pt/Gra/dram-soscagarro/




Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves com novo Diretor Executivo

Com mais de 23 anos de trabalho em prol da natureza e ambiente em Portugal, a  Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) iniciou este mês  uma nova etapa no seu percurso, com o Dr. Domingos Leitão como o novo Diretor Executivo. Uma nova fase, que pretende dar continuidade ao que a SPEA tem vindo a fazer para a conservação das aves e dos seus habitats, sensibilização ambiental, promoção da ornitologia e na aposta de um desenvolvimento mais sustentável.


Nas palavras de Domingos Leitão, o novo Diretor Executivo da SPEA ”O desafio é enorme, mas conto com todos os sócios, técnicos, colaboradores e parceiros da SPEA, para trabalhar por mais resultados em prol das aves, do desenvolvimento sustentável e da nossa associação.”


O novo Diretor Executivo esteve recentemente nos Açores, onde pôde ficar a conhecer, com maior profundidade, os projectos em curso no arquipélago e a equipa da SPEA nos açores, bem como muitos dos parceiros envolvidos. 


Durante esta breve visita foi possível visitar o Corvo e São Miguel onde se desenvolvem trabalhos para a conservação das aves marinhas e do Priolo bem como dos seus habitats.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Cria da Lua-de-mel no Corvo IV precisa de nome?


Pelo 4º ano a SPEA em conjunto com a MEO, Câmara Municipal do Corvo e o Governo dos Açores segue a nidificação de um casal de Cagarros Calonectris borealis em tempo real e directamente da mais pequena ilha dos Açores, o Corvo. Até ao momento a cria já foi vista mais de 12.000 vezes desde Junho e continua a prender a atenção dos que a acompanham diariamente. Agora com 1200 g e 29.9 cm de asa, a perder a penugem a cada dia que passa, dando lugar às asas que lhe permitirão atravessar o Atlântico dentro 2-3 semanas rumo a Sul, mais precisamente à costa brasileira ou sul-africana, voltando ao Corvo para se reproduzir daqui a 6-7 anos.

Foto: T.Pipa

Desta forma, gostaríamos de contar com a vossa habitual colaboração na escolha do nome desta cria, que se juntará ao Hypnos, Luz e Lua as anteriores crias que deliciaram os espectadores assíduos da Lua-de-mel no Corvo. 

Das vossas sugestões escolheremos 3 que irão posteriormente a votos! A sugestão vencedora receberá um guia das aves marinhas de Portugal. Pede-se ainda que a sugestão possa ser utilizada em ambos os géneros, uma vez que a cria não é muito faladora/falador, o que não nos permite saber o género até ao momento.

Muito Obrigada pela vossa colaboração e não percam a oportunidade de se despedir desta jovem cria que representa o futuro da ave mais emblemática dos Açores.Para seguir e acompanhar as últimas semanas da cria no ninho basta ir a http://cagarro.spea.pt/.
Foto: T.Pipa

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Elementos da SPEA Açores colaboram na ilha da Berlenga

Durante os últimos dias a Tânia Pipa, o Ruben Coelho e o Carlos Silva, elemntos da SPEA Açores têm estado a colaborar com os trabalhos desenvolvidos na ilha da Berlenga pelo projeto LIFE que aí está a ser implementado.



Este projeto tem o intuito de combater a proliferação de espécies invasoras e potenciar o crescimento das espécies naturais da ilha, o projeto Life Berlengas vai iniciar este mês o controlo das populações de mamíferos invasores, o rato-preto e o coelho. Estas espécies são consideradas pela União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) como duas das 100 espécies invasoras mais prejudiciais do mundo. Este é capítulo decisivo para a recuperação do ecossistema da ilha da Berlenga, num esforço pioneiro e marcante na história da conservação de Áreas Protegidas em Portugal Continental.


A recuperação dos habitats da ilha da Berlenga é um dos principais objetivos que o projeto Life Berlengas procura alcançar, tentando aproximar este ecossistema das condições que ali existiam antes da presença humana. Neste tipo de habitats, naturalmente isolados pela geografia durante milhares de anos, a evolução das espécies fez-se de forma muito particular: as ilhas são, hoje em dia, autênticos polos de biodiversidade, com espécies únicas que não podem ser encontradas noutros locais do mundo (espécies endémicas), e com espécies nativas que são particularmente suscetíveis à presença de espécies exóticas invasoras.

O Life Berlengas é um projeto coordenado pela SPEA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Câmara Municipal de Peniche, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo ainda a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) do Instituto Politécnico de Leiria como observador.


O projeto, que teve início a 1 de junho de 2014, será implementado até 30 de setembro de 2018.

Para mais informações sobre o projeto visite www.berlengas.eu
Leia o comunicado completo AQUI

domingo, 25 de setembro de 2016

Educar para Preservar em Curta-Metragem

No passado dia 10 de Agosto a população do Corvo juntou-se a nós para mais uma sessão pública. Foram 50 os presentes na estreia de "Educar para Preservar em Curta-Metragem" uma apresentação da SPEA Corvo com a participação dos jovens actores corvinos sempre preparados para ajudar a preservar o meio ambiente.




Fotos: Bárbara Proença

Estes jovens foram essenciais na realização dos Scatches Ambientais, "Plástico Reutilizado é Menos 1 Afogado", "A maior Herança é Fazer a Diferença", "Poupe Água, a Água é de Todos!" e "Se queres Jantar?...o Mar tens que Preservar!" com o intuito de sensibilizar a população para a necessidade de proteger o seu património natural. No fim e como forma de agradecimento a todos os que tem colaborado com o projecto foi oferecida uma t-shirt do projecto.

Para se informar basta no link em seguida clicar!

Plástico Reutilizado é Menos 1 Afogado

A maior Herança é Fazer a Diferença

Poupe Água, a Água é de Todos!

Se Queres Jantar?...o Mar tens que Preservar!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os cagarros do Ilhéu de Vila Franca do Campo voam mais longe

Continua a avaliação do sucesso reprodutor da população de cagarros (Calonectris borealis) do ilhéu de Vila Franca do Campo. A população é acompanhada mensalmente desde a postura do ovo até ao nascimento das crias recolhendo dados da condição corporal e biometrias.

O cagarro é uma ave marinha pelágica que apenas se desloca para terra na época de reprodução, onde coloca um único ovo, numa cavidade no solo. O ilhéu tem uma colónia de cagarros, normalmente, com uma elevada taxa de sucesso reprodutor que varia em função de diferentes fatores (ex: predação e disponibilidade alimentar).

De forma a conhecer os hábitos, rotas e locais de alimentação e o uso de habitat marinho, três investigadores da Universidade de Coimbra, deslocaram-se ao ilhéu para colocar GPS em algumas aves (fig. 1). Estes aparelhos, para além de registarem as coordenadas geográficas e o percurso de voo destas aves, podem eventualmente ter sensores de pressão e humidade que nos indicam o comportamento da aves, respetivamente se está a mergulhar para se alimentar ou a repousar à superfície da água.




Colocação de GPS em cagarro

Dos 15 GPS colocados foram apenas recuperados 5. Os dados de momento estão a ser analisados tendo já sido apurados alguns dados curiosos da viagem de dois cagarros num período de uma semana. Na primeira imagem um cagarro esteve a alimentar-se ao longo da costa sul de São Miguel, visitando os ilhéus das Formigas e a encosta nordeste da ilha. A imagem seguinte, representa a rota de um cagarro a efetuar uma viagem longa para o Atlântico Norte.




Estes dados são surpreendentes e demonstram a elevada capacidade de movimentação destas aves. No entanto, os investigadores mostraram-se preocupados pela existência de muitas viagens longas para a obtenção de alimento. Estas aves visitaram com menos frequência os ninhos para alimentar as crias e estas perderam peso. O que leva a suspeitar, de uma generalizada falta de alimento disponível com um maior esforço na procura do mesmo.

Este trabalho teve o apoio da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, do Clube Naval de Vila Franca do Campo, do Parque Natural de ilha de S. Miguel e da Marina de Vila Franca do Campo.