A SPEA e o Parque Natural do Corvo deslocaram-se a alguns pontos da ilha para monitorizar o estado germinativo de algumas das espécies nativas dos Açores e as quais produzimos no estufim da EBSMS. As espécies observadas foram a Myosotis maritima, a faia-da-terra Myrica faya, pau-branco Picconia azorica, e o sanguinho Frangula azorica que ainda se encontram imaturas para proceder à recolha de semente. Foi ainda recolhida semente do trovisco-macho Euphorbia stygiana para o banco de sementes do Faial. De referir ainda que anteriormente procedemos à recolha de bracel Festuca petrae para semear directamente na Reserva Biológica do Corvo e nas áreas circundantes da Aerogare do Corvo. De realçar a ajuda fundamental dos jovens do OTLJ no processo de recolha.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Última sessão do Cinema Ambiental ao Ar Livre
E o Cinema Ambiental ao Ar Livre no jardim municipal da Vila do Corvo terminou com o mês de Julho e com as sessões do Bombordo "Tudo o que vem à rede" e "O Grande Migrador". Uma noite dedicada às pescas e na qual os 13 participantes aproveitaram o bom tempo para apreciar a noite e adquirir conhecimento. Encerramos assim um ciclo de cinema ambiental ao ar livre. Para o ano há mais e lembrem-se todos temos o dever de cuidar do meio que nos rodeia.
Um obrigada a todos os participantes!
Viver Entre Marés
E a Ciência Viva chegou ao Corvo numa actividade teórico-prática sobre os seres vivos que habitam entre as marés. Foram 8 os jovens participantes que recolheram e observaram os comportamentos de animais e plantas na zona intertidal da praia do Corvo. Estes jovens aprenderam assim as características que estes seres apresentam para viver em função das marés, nomeadamente, algas verdes, castanhas, caranguejos, peixes alevins, marachombas, camarões, actínias, lapas, búzios entre outros. Uma oportunidade para conhecer um pouco do mundo destes habitantes, tiveram ainda a possibilidade de observar uma espécie de medusa, a água-viva.
Uma manhã bem passada entre as marés.
"Cagarrada" no auge no último RAM
No dia 2 de Agosto a equipa do Corvo em conjunto com 2 jovens do OTL e um voluntário tiveram a oportunidade de apreciar uma excelente manhã a fazer o censo RAM. Uma manhã bem passada a contar aves marinhas e cetáceos. No total foram contabilizados 4256 Cagarros Calonectris diomedea, 21 Estapagados Puffinus puffinus, 41 Gaivotas Larus michaelis atlantis e 304 Garajaus Sterna sp.. Caso será para dizer que não tivemos "olhos" a medir para o frenesim que circulava pelo canal do grupo Ocidental.
Lembrem-se o próximo RAM é no dia 6 de Setembro!
Monitorização Paínho-de-Monteiro na Graciosa
A SPEA e o anilhador credenciado Carlos Pacheco deslocaram-se ao ilhéu da Praia na Graciosa, Açores, para mais uma ação de monitorização da população de paínho-de-monteiro Oceanodroma monteiroi inserida no projeto “Painho-de-monteiro (fase 1), aprovado e financiado ao abrigo do Programa “Preventing Extinctions” (PEP) da BirdLife International.
Nesta ação procedeu-se à anilhagem de indivíduos, em 4 noites com o auxílio de redes de anilhagem para estimar a população do ilhéu. No total de capturas, 98 eram indivíduos novos e 75 corresponderam a recapturas, efetuou-se a monitorização das câmaras de sensor de movimento colocadas nos ninhos artificiais na visita anterior, assim como, a anilhagem das crias presentes nos mesmos, esta ação teve mais uma vez o apoio fundamental do Parque Natural da ilha Graciosa, entidade gestora desta Reserva Natural.
Confirma-se nidificação de Garajau-de-dorso-preto na Graciosa
Pela primeira vez a nidificação de Garajau-de-dorso-preto Sterna fuscata não é uma hipótese, é uma realidade no ilhéu da Praia, na ilha Graciosa, Açores. Esta descoberta foi feita pela equipa técnica da SPEA e pelo anilhador credenciado Carlos Pacheco que se encontravam no ilhéu da Praia para mais uma ação de monitorização da população de paínho-de-monteiro Oceanodroma monteroi no âmbito do projeto “Painho-de-monteiro (fase 1), aprovado e financiado ao abrigo do Programa “Preventing Extinctions” (PEP) da BirdLife International.
Os Açores são o limite norte para a distribuição da espécie, que desde 1902 é conhecida no arquipélago, com apenas 2 casais reprodutores conhecidos no ilhéu da Vila (Santa Maria). Desde 2004, há suspeitas de nidificação no ilhéu da Praia, Graciosa, pela presença ocasional de um casal entre as colónias de garajau-comum Sterna hirundo e garajau-rosado Sterna dougallii.
O garajau-de-dorso-preto é cerca de 10-15% maior do que um garajau e tem a particularidade comparativamente com estes (2-3 ovos), de apenas pôr um ovo. A sua época de nidificação é entre Abril e Setembro e a nidificação da espécie foi confirmada pela descoberta da cria, uma raridade no que respeita ao país e na Europa.
domingo, 3 de agosto de 2014
Uma manhã descobrindo o Priolo
Realizou-se na manhã de sábado, dia 2 de agosto de 2014, a atividade “Priolo – O Tesouro da Tronqueira”. Esta faz parte do programa de atividades habitual do Centro Ambiental do Priolo e realizou-se numa parceria entre a SPEA, os Parques Naturais dos Açores e a Ciência Viva.
Nesta atividade até o tempo ajudou e motivou os 10 participantes que se reuniram na Vila da Povoação para iniciar a descoberta de um dos tesouros mais especiais da Serra da Tronqueira – o Priolo. Essa espécie única dos Açores e que nenhum dos participantes tinha visto até à data.
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| Alguns dos participantes da atividade "Priolo - O Tesouro da Tronqueira" |
Foi então com a promessa de observar priolos que o grupo, dirigido por um dos técnicos do Centro Ambiental do Priolo, fez a sua primeira paragem numa das áreas intervencionadas pelo projeto LIFE + Terras do Priolo. Muito embora não se tivessem observado priolos aí, permitiu um primeiro contacto com o seu habitat – a Laurissilva dos Açores - e com algumas aves que partilham o mesmo habitat com o priolo, como é o caso da Estrelinha. Fez-se uma breve explicação sobre a importância deste habitat e identificaram-se algumas das espécies de plantas que fazem parte da dieta do priolo, como é o caso do sargaço, uma herbácea que passa despercebida para a maioria e que constitui uma fonte de alimento para o priolo durante alguns meses do verão.
O percurso continuou até que se avistaram os primeiros priolos, e com eles a satisfação de se poder observar também um juvenil, facilmente identificado pela coloração castanhada sua cabeça. Os participantes tiveram ainda oportunidade de ouvir o canto do priolo, um assobio melancólico muito doce que todos acarinharam e relembraram até ao fim da atividade.
| Juvenil de priolo, observado na Serra da Tronqueira. |
Nesta manhã ainda se observaram mais priolos, totalizando pelo menos 8 priolos avistados por todos. O nosso muito obrigado por participarem e fica o convite para quem ainda não conheceu o priolo, tesouro da Tronqueira, para se juntar à SPEA nas próximas edições desta atividade ainda a decorrer em agosto.
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| Dois dos priolos adultos observados durante a atividade. |
Saiba mais sobre as propostas para o mês de agosto em http://centropriolo.spea.pt/pt/noticias/span-style=-font-weight-boldcolor-rgb0-uma-manha-a-descoberta-do-priolo/
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